Líder da extrema-direita francesa nega emprego fictício para guarda-costas

Besançon, França, 17 Fev 2017 (AFP) - A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, negou nesta sexta-feira ter admitido que contratou seu guarda-costas como assistente parlamentar em mais um caso de emprego público fictício, contradizendo assim o um relatório do organismo europeu antifraude OLAF, revelado pela imprensa.

"É uma mentira vergonhosa, nunca admiti isso ante os investigadores", afirmou a candidata às presidenciais de abril, em um entrevista a uma rádio.

Segundo o relatório, a eurodeputada teria admitido seu guarda-costas Thierry Légier como assistente parlamentar para "regularizar salários".

"Tenho todas as provas que apresentarei quando necessário, e que já transmiti à OLAF", afirmou.

Em um outro caso, a Eucâmara decidiu reter em fevereiro parte do salário de Marine Le Pen, que se nega a pagar o total que uma outra de suas assistentes, Catherine Griset, receberia.

O Parlamento Europeu considera que o salário de Griset, contratada como assistente parlamentar da presidente da ultradireitista Frente Nacional, entre 2010 e 2016, não era justificado, já que só trabalhava para o partido e não para o parlamento.

O advogado de Le Pen, Marcel Ceccaldi, disse em um comunicado que apresentou uma denúncia contra a OLAF.

bur-meb/zm/cn

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