Candidato conservador francês seguirá na campanha mesmo indiciado

Paris, 18 Fev 2017 (AFP) - François Fillon, o candidato da direita francesa às eleições presidenciais, afirmou neste sábado que continuará em campanha inclusive caso seja indiciado pelos supostos empregos fictícios de sua esposa.

Fillon afirmou neste sábado ao jornal Le Figaro que, "quanto mais nos aproximamos da data das eleições presidenciais, mais escandaloso seria privar a direita e o centro de um candidato". "Minha decisão é clara: sou candidato e continuarei até a vitória", acrescentou.

O ex-primeiro-ministro havia prometido em um primeiro momento se retirar da corrida presidencial se fosse indiciado no âmbito da investigação.

Desde então, seus advogados contra-atacaram, tentando desacreditar a Procuradoria Nacional Financeira (PNF), que lançou a investigação, classificando de "ilegal" o processo. A procuradoria indicou, por sua vez, na quinta-feira que prosseguia com as investigações.

As condições de sua campanha são "difíceis", reconheceu neste sábado o candidato e ex-primeiro-ministro, que em sua campanha percorre a França suportando frequentemente os insultos de manifestantes. Fillon reiterou que estas acusações respondem a uma "operação de desestabilização lançada contra" ele.

Embora afirme não saber quem lançou esta operação contra ele, Fillon diz que beneficia "uma esquerda que está em uma situação sem saída, com um presidente (o socialista François Hollande) desacreditado, uma maioria (parlamentar) dividida, um candidato ilusionista... O único obstáculo para seu êxito sou eu".

Apesar de suas manifestações de inocência, o caso provocou a queda de Fillon, antigo favorito, nas pesquisas.

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