Ex-presidente do Peru nega ter recebido suborno da Odebrecht

Em Lima

  • Xinhua/Luis Camacho

O ex-presidente do Peru Ollanta Humala negou ter recebido propina em troca da concessão de edital de obras públicas à construtora Odebrecht, embora a empresa já tenha admitido pagamento de milionários subornos em troca de obras durante três governos do país - incluindo o dele.

"Não temos essas práticas", descartou o ex-presidente à imprensa na sexta-feira (17). A declaração foi dada depois de seu comparecimento - na qualidade de testemunha - a uma audiência programada pelo Ministério Público, em meio à investigação sobre irregularidades na cessão de contrato à Odebrecht para a construção de um gasoduto.

Esse caso segue em paralelo às investigações pelo pagamento de subornos por parte de empreiteiras brasileiras - entre elas a Odebrecht - a funcionários do Peru em troca de obras públicas.

Humala e sua mulher Nadine Heredia, que têm restrições para sair do país, estão sendo investigados por lavagem de ativos para financiamento ilegal de sua campanha eleitoral com dinheiro procedente de Venezuela e do Brasil. Segundo documentos da Polícia Federal brasileira, a Odebrecht entregou US$ 3 milhões para a campanha de Humala.

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