Caças russos erram alvo e bombardeiam forças aliadas da coalizão na Síria

Washington, 2 Mar 2017 (AFP) - Aviões russos bombardearam combatentes apoiados pelos Estados Unidos em várias pequenas localidades do norte da Síria, acreditando se tratar de forças do grupo Estado Islâmico que se encontravam na área - afirmou um general americano nesta quarta-feira (1º).

Na terça-feira (28), "alguns aparelhos russos e do governo [de Bashar al-Assad] bombardearam localidades que acharam estar controladas pelo EI, mas, na realidade, no terreno havia algumas forças da nossa Coalizão Árabe na Síria", disse aos jornalistas o tenente-general do Exército, Stephen Townsend, acrescentando que houve "algumas" baixas.

O chefe militar relatou ainda que comandos americanos estavam a menos de 5 km do local e que o bombardeio terminou quando os americanos se comunicaram com os russos através de uma linha especial.

O incidente ilustra a complexidade da situação no terreno, próximo a Al-Bab, cidade situada perto da fronteira turca.

"Há três exércitos e uma força inimiga (EI) combatendo na mesma área", assinalou Townsend, referindo-se às forças do governo, às forças turcas e à aliança árabe-curda das Forças Democráticas Sírias.

Esses exércitos deveriam "permanecer concentrados" no grupo Estado Islâmico, "e não se enfrentar deliberada, ou acidentalmente", considerou.

Sem citar números, o militar americano afirmou que o bombardeio russo deixou combatentes mortos e feridos da coalizão árabe-curda. Ele informou ainda que os curdos sírios participarão da ofensiva para retirar o EI de Raqqa.

O papel dos curdos na batalha de Raqqa é alvo de discordância entre Estados Unidos e Turquia, já que Ancara considera as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) um grupo terrorista que ameaça sua segurança nacional.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, apoia a participação de Ancara no cerco, mas se nega a cooperar com as milícias das YPG.

O general americano disse que não pode falar do tamanho da força curda que participará dessa missão.

"Continua sendo tema de discussão", desconversou.

Os Estados Unidos estão negociando com seus sócios - primeiramente com a Turquia - quais serão as forças responsáveis por retomar Raqqa.

Townsend comentou também que o EI ainda conta com algo entre 12.000 e 15.000 combatentes na Síria e no Iraque, cujas posições vêm sendo bombardeadas desde 2014 pela coalizão liderada pelos Estados Unidos.

O Pentágono considerou que o número de membros do EI em 2015 e 2016 estava entre 20.000 e 30.000, mas o centro de comando do grupo extremista sofreu duros golpes nos últimos meses, destacou Townsend.

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