Governo americano oferece apoio à comunidade judaica após ameaças

Washington, 2 Mar 2017 (AFP) - As autoridades americanas ofereceram apoio na quarta-feira à comunidade judaica após uma série de ameaças posteriores à eleição do presidente Donald Trump em novembro.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) está assessorando grupos da comunidade judaica e oferecendo medidas de proteção, afirmou o secretário do DHS, John Kelly.

"O DHS tem Assessores de Segurança e Proteção nos 50 estados (do país), que servem como vínculo com o governo, a indústria e líderes comunitários, e que oferecem experiência em medidas de proteção, notificação de ameaças e sensibilização sobre ameaças", explicou em um comunicado.

Os assessores oferecerão apoio "e termos de treinamento, medidas de proteção, exercícios e compartilhamento de informação", completou.

Os especialistas no combate ao terrorismo também repassaram às organizações judaicas informações sobre a ajuda federal disponível, indicou Kelly.

Ao menos 100 centros e escolas de instituições judaicas em 33 estados notificaram ameaças de bombas ou de outro tipo desde o início do ano.

No fim de semana passado, vândalos quebraram e derrubaram mais de 500 lápides em um cemitério da comunidade judaica na Filadélfia, Pensilvânia.

O ataque aconteceu uma semana depois de um ato similar que danificou 100 lápides em um cemitério judaico de St Louis, Missouri. O incidente teve como resposta uma visita do vice-presidente Mike Pence.

Depois de permanecer em silêncio durante vários dias sobre o ataque em Missouri, Trump descreveu na semana passada as ameaças antissemitas como "horríveis" e "dolorosas".

Ao mesmo tempo, no entanto, crescem as preocupações com a aceitação do presidente a grupos supremacistas brancos e da chamada "direita alternativa" por causa do Breitbart, o site de notícias que já foi dirigido pelo principal estrategista de Trump na Casa Branca, Steve Bannon.

A Casa Branca também provocou irritação no Dia Internacional de Recordação do Holocausto no mês passado, ao divulgar uma declaração que não mencionava os seis milhões de judeus mortos no genocídio nazista.

Durante o discurso no Congresso na terça-feira, Trump criticou as recentes ameaças contra centros judaicos e condenou o assassinato, aparentemente por motivo racial, de um imigrante indiano em Kansas City.

Estes ataques "nos recordam que apesar de sermos uma nação dividida na política, nós somos um país que permanece unido na condenação ao ódio e ao mal em todos as suas formas", disse Trump.

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