As declarações de Trump sobre tortura 'gelam o sangue' de especialista da ONU

Genebra, 3 Mar 2017 (AFP) - As declarações do presidente americano Donald Trump a favor da tortura "gelam o sangue" e representam um desafio ao direito internacional, declarou na quinta-feira (2) o relator da ONU para os Direitos Humanos em casos de terrorismo, Ben Emmerson.

"Ouvir o presidente Trump, poucos dias após a sua posse, elogiar a tortura como arma na luta contra o terrorismo, e confirmar sua vontade pessoal em autorizar o uso da tortura em casos necessários, é de gelar o sangue", declarou Emmerson diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"Isso demonstra um nível assombroso de falta de preparação para governar", ressaltou.

Trump quer reintroduzir o uso da tortura por razões "populistas", explicou.

O uso de água para provocar a asfixia controlada dos prisioneiros, método internacionalmente conhecido como tortura, foi implementado pela CIA em suas câmaras secretas contra os suspeitos de terrorismo durante a presidência de George W. Bush (2001-2009).

A prática foi proibida pelo presidente Barack Obama, porém Donald Trump já havia declarado antes de sua eleição ser favorável a reintrodução do método, uma vez que considera que "a tortura funciona".

Tendo alcançado o poder, Trump garantiu que seguiria os conselhos de seu ministro de Defesa e do diretor da CIA.

O representante dos Estados Unidos nos debates dessa semana no Conselho de Direitos Humanos, Erin Barclay, reiterou nessa quinta-feira (2) que "a proibição da tortura forma parte integral de nossa Constituição".

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