Chefe de guerrilha ELN é capturado na Colômbia

Bogotá, 4 Mar 2017 (AFP) - Um dos líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN), única guerrilha ativa na Colômbia em processo de negociação pela paz e apontada autora do sequestro de 4 pessoas em agosto passado, foi capturado próximo à província de Arauca, fronteira com a Venezuela, informou a Guarda Nacional.

Trata-se do "El Mocho Hugo", um dos principais encarregados pelas redes de apoio da comissão Rafael Villamizar do Exército de Libertação Nacional (ELN), que opera no município de Arauca e no estado venezuelano de Apure, indicou a autoridade em um comunicado.

"Ao líder do ELN se atribui o vínculo à retenção ilegal de quatro trabalhadores araucanos, ocorrida em agosto de 2016, assim como os últimos atentados contra a infraestrutura e a população da capital da província de Arauca", agregó.

O homem ordenava e dirigia as diversas redes de apoio da ELN em Arauca, as quais identificaram "espaços de oportunidade" que permitiram o desenvolvimento de ações rebeldes de impacto imediato, ressaltou a Guarda.

"El Mocho Hugo", cujo nome não foi revelado, foi detido após uma ação conjunta da Guarda Nacional, Exército, Polícia e Promotoria.

O chefe rebelde, que já estava na organização há mais de 20 anos, era procurado pela Promotoria por atividades contra a força pública, sequestro e extorsão.

O governo de Juan Manuel Santos, Nobel da Paz, e o ELN tiveram um diálogo no dia 7 de fevereiro em Quito, com a finalidade de superar mais de meio século de conflito armado, que em confrontos entre guerrilhas, militares e agentes do Estado já deixaram 220.000 mortos, 60.000 desaparecidos e 6,9 milhões de pessoas deslocadas.

As negociações avançam sem que a Colômbia tenha cessado as ações militares em ambos os lados, uma vez que uma das partes tenha declarado estar trabalhando para chegar "o mais rápido possível" a um cessar-fogo e ao fim das hostilidades bilaterais que permitam diminuir a intensidade da conflagração.

A partir dessas conversas, Santos busca " a paz completa", após o acordo firmado em novembro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a principal e mais antiga guerrilha do país.

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