Polícia indiana busca freiras que ajudaram padre acusado de estupro

Nova Délhi, 5 Mar 2017 (AFP) - Cinco freiras e um médico encontram-se foragidos na índia após terem sido acusados de ocultar o nascimento de um bebê de uma adolescente, que alega ter sido estuprada por um padre, como indicou neste domingo (5) a polícia.

As ordens de detenção incluem essas seis pessoas citadas, assim como funcionários do hospital. São acusados de esconder das autoridades o parto de uma jovem de 16 anos, e manter o bebê em um hospital católico em Kunnur, em Kerala.

"Esconderam deliberadamente das autoridades o ocorrido", afirma à AFP Prajish Thottathil, uma autoridade policial, que ressalta que alguns dos acusados estavam cientes da suposta agressão sexual.

O padre envolvido no caos, Robin Vadakkumchery, foi preso na semana passada, enquanto a jovem deu à luz em fevereiro.

Segundo as leis indianas, médicos e hospitais são obrigados a informar às autoridades sobre as adolescentes grávidas, assim como aos nascimentos, em casos como esse.

As relações sexuais com menores de 18 anos, consentidas ou não, são consideradas estupro na Índia.

A vítima contou aos investigadores que o padre acusado a estuprou em uma escola religiosa no ano passado.

Algumas igrejas de Kerala já foram previamente acusadas de terem servido como espaços para práticas de abuso sexual.

No ano passado, um padre foi condenado a 40 anos de prisão em Kerala, por estuprar uma menina de 12 anos em 2014.

Aproximadamente 20% da população (34 milhões de pessoas) de Kerala é de religião cristã.

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