Déficit comercial ameaça segurança dos EUA, diz assessor de Trump

Washington, 6 Mar 2017 (AFP) - Um assessor do presidente americano Donald Trump disse nesta segunda-feira que o déficit comercial é uma ameaça à segurança nacional e põe em risco a liberdade e a prosperidade dos Estados Unidos.

Peter Navarro, diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, acusou economistas e jornalistas de terem "uma visão antiquada do mundo" que lhes faz ignorar os riscos do déficit comercial.

Navarro fez referência a China e Alemanha. Disse que "no mundo real de taxas de câmbio fixas, flutuações controladas e manipulação de moedas", o déficit comercial dos Estados Unidos não se ajusta ao que teorizam os economistas.

Isso, segundo seu discurso a uma organização empresarial, propicia um enorme e persistente déficit, que coloca o EUA em risco.

"Suponham que não seja um bom aliado que compre nossas empresas, nossa tecnologia, nossas terras, nossa rede alimentar e, por último, nossa indústria de defesa", disse.

"Imaginem que (o comprador) seja rival estratégico em plano de militarização que tenta conquistar a hegemonia na Ásia e, talvez, no mundo", acrescentou.

"Isso talvez nos faça perder uma Guerra Fria por nossa liberdade, prosperidade e democracia, e não com balas mas ao som de caixas registradoras", disse, acrescentando logo depois que isso poderia fazer os EUA perderem também uma guerra quente".

Segundo ele, a China, que responde por quase 350 bilhões de dólares do déficit comercial americano tem uma "estratégia consciente" de aumentar seus investimentos em todo o mundo, incluindo Estados Unidos e Alemanha".

Navarro disse que o governo de Trump implementará drásticas ações para "eliminar a manipulação de moedas e outras trapaças comerciais" e assim gerar emprego e crescimento econômico.

Navarro criticou a China, país que acusa de manipular sua moeda e de obrigar empresas estrangeiras que queiram operar em seu território a se aliar com uma companhia nacional.

A Alemanha, responsável por 65 bilhões de dólares do déficit comercial americano, é um dos temas "mais difíceis" de resolver porque, por ser membro da União Europeia e da Eurozona, não pode manter negociações independentes com Washington.

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