Filhos de Cristina Kirchner comparecem a tribunais por suspeitas de corrupção

Buenos Aires, 6 Mar 2017 (AFP) - Florencia e Máximo, filhos dos ex-presidentes da Argentina Néstor e Cristina Kirchner, compareceram nesta segunda-feira ante os tribunais para depor em um caso por suspeita de corrupção envolvendo os negócios imobiliários da família.

A ex-presidente também foi convocada para comparecer em audiência com o juiz federal Claudio Bonadio, que investiga se os negócios imobiliários dos Kirchner escondem cobranças de subornos em contratos de obra pública durante os doze anos de governo kirchnerista (2003-2015).

Centenas de militantes com bandeiras do grupo kirchnerista acompanharam os filhos dos Kirchner em seu primeiro comparecimento aos tribunais.

Florencia, a mais nova dos Kirchner, de 26 anos, é acionista da sociedade familiar Los Sauces que Bonadio investiga.

Florencia Kirchner é suspeita de fazer parte de uma organização criminosa que teria iniciado suas atividades em maio de 2003.

Sua mãe, a ex-presidente, informou ao juiz que em maio de 2003, sua filha "tinha apenas 12 anos de idade". "Inclusive, na data de formação da (empresa) Los Sauces S.A., minha filha tinha acabado de completar seus 16 anos", acrescentou.

Máximo não pode ser preso porque tem imunidade como deputado federal. O filho mais velho de Cristina, de 40 anos, é acionista e administrador da empresa familiar.

Ambos rejeitaram as acusações, não quiseram responder perguntas e deixaram os tribunais em meio a um cerco policial sem dar declarações.

A ex-presidente denunciou "uma descomunal campanha de perseguição midiático-judicial" contra ela e sua família.

"Tudo isso vem acontecendo enquanto os problemas dos argentinos continuam se agravando por causa das políticas do atual governo, situação que pretende ser ocultada e manipulada através da atuação coordenada de uma aliança política, midiática e judicial", afirmou nas redes sociais.

Kirchner enfrenta numerosos casos na justiça em que é acusa de enriquecimento ilícito, abuso de autoridade, subornos e lavagem de dinheiro.

No mês passado a ex-mandatária cancelou um viagem ao exterior junto com sua filha por considerar que não tem "garantias constitucionais" para deixar o país no contexto das ações judiciais contra ela.

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