Ministro israelense teme que anexar a Cisjordânia abriria 'crise imediata' com Trump

Jerusalém, 6 Mar 2017 (AFP) - O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, afirmou nesta segunda-feira que votar a anexação da Cisjordânia, defendida por um deputado de direita, provocaria uma crise imediata com os Estados Unidos.

"Recebemos uma mensagem direta muito clara da parte dos Estados Unidos, segundo a qual aplicar a legislação israelense na Judeia e Samaria (nome dado pelos israelenses à Cisjordânia) provocaria uma crise imediata com a nova legislação", afirmou Lieberman ante uma comissão parlamentar, referindo-se ao governo de Donald Trump.

O chefe do partido nacionalista Israel Beitenu viaja para a Washington na noite desta segunda-feira para se reunir com o vice-presidente americano Mike Pence, o secretário de Defesa, Jim Mattis e o secretário de Estado, Rex Tillerson.

Trump parece tomar distância da ideia de criar um Estado palestinos para alcançar a paz no Oriente Médio, em ruptura com décadas de uma posição consensual em nível internacional.

O primeiro-ministra israelense Benjamin Netanyahu já apoiou publicamente a solução de dois Estados, mas nos últimos meses fez cada vez menos referência a essa solução.

Lieberman, um dos pilares do governo de coalizão de Netanyahu, o mais à direita da história de Israel, alega que Israel pagaria um preço muito alto para anexar o pequeno território palestinos, ocupado há meio século pelo exército israelense.

"Israel estaria obrigado a pagar 20 bilhões de shekels (5,2 bilhões de dólares) a 2,7 milhões de palestinos por direitos sociais, indenização por desemprego, licença maternidade etc", argumentou.

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