UE autoriza projeto de usina nuclear húngara com apoio russo

Bruxelas, 6 Mar 2017 (AFP) - A Comissão Europeia validou nesta segunda-feira o projeto de construção da usina nuclear Paks II na Hungria, que conta com financiamento russo, depois de Budapeste dar garantias a Bruxelas para limitar a distorção da concorrência.

"O governo húngaro adotou compromissos substanciais, que permitiram à Comissão autorizar o investimento em virtude das regras da UE sobre ajudas estatais", disse em um comunicado a comissária europeia de Concorrência, Margrethe Vestager.

O executivo europeu, que abriu uma investigação no final de 2015, buscava limitar as distorções de concorrência na construção de estes dois reatores nucleares, estimada em 12,5 bilhões de euros e 80% financiada por um empréstimo russo.

Entre as garantias, Budapeste se compromete a que os lucros obtidos por Paks II não sirvam para a aquisição de capacidades de produção adicionais e a que esta usina estará separada nos planos funcional e jurídico da de Paks, para evitar uma concentração do mercado.

A investigação da UE provocou críticas de Moscou, que a qualificou de "incômodo gratuito" e, no início de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, disse estar "disposto a financiar" a construção dos reatores em "100%".

Este projeto ganhou as manchetes de meios europeus em novembro, quando foi revelado que o representante alemão na Comissão Europeia, Günther Oettinger, voou em um avião privado pertencente a um grupo de lobby russo vinculado ao projeto.

As obras de construção destes dois reatores, que buscam substituir os quatro reatores atualmente em funcionamento em Paks, devem começar em 2018. O primeiro reator deve entrar em funcionamento em 2023.

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