Ex-presidente Kirchner insiste que é vítima de perseguição 'sem precedentes'

Buenos Aires, 7 Mar 2017 (AFP) - A ex-presidente argentina Cristina Kirchner disse ser "vítima de perseguição judicial" em um texto que apresentou nesta terça-feira nos tribunais de Buenos Aires, em um caso por supostos delitos de corrupção com negócios imobiliários da família.

Kirchner, de 64 anos, chegou ao tribunal liderado pelo juiz Claudio Bonadio em meio a uma forte operação de segurança devido à mobilização de centenas de militantes que queriam demonstrar seu apoio a ela. "A pátria para todos, justa e com direitos voltará", dizia um dos muitos cartazes de seus simpatizantes.

Bonadio, que investiga se os negócios imobiliários dos Kirchner com a sociedade familiar Los Sauces escondem pagamento de subornos em contratos de obras públicas durante os doze anos de governo kirchnerista (2003-2015), tem dez dias para decidir se a processa ou absolve.

O juiz a questiona, assim como fez na segunda-feira com seus filhos Florencia e Máximo Kirchner, como donos da empresa Los Sauces, cujos imóveis foram alugados aos empresários Lázaro Báez e Cristóbal López, ambos prestadores de serviço do Estado.

Como em ocasiões anteriores, a ex-presidente Kirchner se limitou a apresentar um texto, sem responder às perguntas do juiz, e se retirou do tribunal sem fazer declarações à imprensa.

"Sou alvo de uma perseguição judicial e midiática que não tem precedentes no país em períodos democráticos e que se estende aos meus filhos", denunciou Kirchner nas redes sociais.

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