Forças iraquianas retomam prédios públicos importantes em Mossul

Mossul, Iraque, 7 Mar 2017 (AFP) - As forças iraquianas prosseguiram nesta terça-feira (7) seu avanço no oeste de Mossul, onde retomaram importantes edifícios públicos dos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), como a sede do governo provincial e o museu arqueológico.

Bagdá também anunciou a reconquista de três bairros no terceiro dia de uma nova ofensiva para expulsar o EI se seu último reduto urbano no Iraque.

As tropas governamentais se aproximam agora da zona antiga de Mossul, um setor muito povoado, onde espera-se que os combates sejam especialmente violentos.

Nesta terça retomaram o bairro administrativo no qual está a sede do governo da província de Nínive, o quartel-general da Polícia e o edifício do Banco Central, onde os extremistas roubaram milhões de dólares em 2014, após se apoderarem de Mossul.

A reconquista do museu tem um grande valor simbólico, já que foi saqueado pelo EI em 2015. Em um vídeo divulgado pelos extremistas, via-se como destruíam a golpes estátuas antigas e tesouros pré-islâmicos.

Os especialistas compararam esses atos às destruições dos Budas de Bamiyán pelos talibãs no Afeganistão, em 2001.

"O museu está completamente devastado, roubaram as antiguidades", lamentou o oficial Abdel Amir al-Mohamedawi, das Forças de Intervenção Rápida, uma tropa de elite do Ministério do Interior.

Ponte reconquistadaDesde o início de uma grande ofensiva para reconquistar a zona oeste de Mossul em 19 de fevereiro, uma das prioridades de Bagdá é conseguir controlar o rio Tigre, que divide a cidade em dois.

No fim de janeiro, as forças iraquianas reconquistaram a parte leste de Mossul.

As cinco pontes que cruzam o Tigre foram danificadas ou destruídas pelo EI e pelos bombardeios da coalizão internacional anti-extremista liderada por Washington, que apoia o governo de Bagdá.

As forças iraquianas, que já controlavam um das pontes da cidade, anunciaram nesta terça-feira que tomaram outra, a de Al-Hurriyah.

As duas pontes retomadas pelas forças iraquianas devem facilitar, após reparos, o transporte de tropas e armas da zona leste para a oeste.

Os combates na parte oeste de Mossul provocaram a fuga de mais 50.000 pessoas, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Entretanto, a maior parte dos 750.000 habitantes do oeste de Mossul, área que sofre com a escassez de alimentos e medicamentos, ainda permanece em suas casas.

EI recua na SíriaO EI também está recuando na Síria, e seu principal reduto, a cidade de Raqqa, se vê ameaçada.

Na região norte deste país em guerra há sete anos, o EI enfrenta também duas ofensivas: a das forças do governo, apoiadas pela Rússia, e a de uma aliança apoiada pelos Estados Unidos.

Esta última, as Forças Democráticas Sírias (FDS), está a poucos quilômetros de Raqqa, a "capital" de fato do Estado Islâmico.

As forças governamentais sírias avançaram nesta terça-feira no leste da província de Aleppo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), e conseguiram retomar das mãos do EI a estação de bombeamento que fornece água à cidade de Aleppo, que não tinha água há 50 dias.

Entretanto, os comandantes do Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia, Estados Unidos e Rússia estão reunidos nesta terça-feira no sul do território turco para abordar a situação na Síria e no Iraque.

Turquia, Rússia e Estados Unidos têm objetivos diferentes na Síria, mas os três países lutam contra o EI.

Esta reunião trilateral acontece depois que o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que a Turquia não poderia iniciar uma operação para reconquistar Manbij, no norte da Síria, "sem uma coordenação com Rússia e Estados Unidos".

Manbij, sob controle das FDS, apoiada por Washington, é alvo da Turquia, que deseja expulsar as Unidades de Proteção Popular (YPG), milícia curda que considera "terrorista".

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