Vaticano dá voz às mulheres no Dia Internacional da Mulher

Cidade do Vaticano, 7 Mar 2017 (AFP) - O Vaticano, conhecido por contar com uma pequena representação feminina, apresentou nesta terça-feira (7) os membros do novo organismo integrado apenas por mulheres, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

Sob o nome "Consulta Feminina", o organismo conta com a representação de 37 mulheres de todos os continentes, entre elas a ex-embaixadora do Chile para a Santa Sé Mónica Jiménez, a jornalista turca Yasemin Taksin e a teóloga iraniana Sharaz Housman.

O papa Francisco, junto com outros cardeais e bispos da Cúria (o governo do Vaticano) não participaram do evento, pois se encontram em exercícios espirituais em um pequeno povoado nos arredores de Roma.

A Consulta Feminina, criada em 2015 e que se reúne três vezes ao ano, é uma iniciativa impulsionada pelo pontífice para dar um maior peso "ao olhar feminino da sociedade contemporânea", explicou à imprensa o cardeal italiano e presidente do Conselho Pontifício da Cultura, Gianfranco Ravasi.

"Até pouco tempo não havia nenhuma mulher no Conselho Pontifício da Cultura", admitiu Ravasi.

O cardeal, que esclareceu não se tratar de uma operação de "maquiagem", citou uma frase emblemática do escritor Joseph Conrad sobre o assunto.

"É muito terrível ser mulher porque, essencialmente, tem que se relacionar com os homens", disse, e "eu acrescentaria que ainda mais se for com padres", assegurou em tom de brincadeira.

A coordenadora do grupo, Consuelo Corradi, admitiu que tem "a ambição de refletir sobre temas universais da perspectiva das mulheres".

Na quarta-feira (8), pelo Dia Internacional da Mulher, elas irão se reunir para um simpósio sobre a luta contra a escravidão sexual, a educação dos refugiados e o acesso ao cuidado dos pobres.

O encontro tem como objetivo mostrar a contribuição da mulher para a paz mundial.

Uma edição especial da revista "Cultura e Fé", a cargo da Consulta Feminina, foi apresentada nesta terça-feira.

Segundo o texto, entre os temas-chave para o futuro destacam-se o de "chegar aos jovens e sua linguagem peculiar; superar as desigualdades de acesso ao trabalho e remuneração; apoiar a presença positiva das mulheres nas religiões e criar uma ponte com as culturas masculinas".

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