Presidente dominicano nega que Odebrecht tenha financiado campanhas

Santo Domingo, 8 Mar 2017 (AFP) - O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, negou que suas campanhas à Presidência tenham sido financiadas pela empreiteira Odebrecht, no centro de um escândalo pelo pagamento de subornos em vários países da América Latina.

"Isso é falso, não é sustentável em nenhuma parte, não acredito que tenha nenhum fundamento para sustentar que nossa campanha, segundo o senhor, tenha sido financiada por uma empresa internacional ou que o assessor de campanha tenha sido financiado", assegurou Medina nesta quarta-feira a jornalistas.

O presidente se referia a uma publicação de um jornal brasileiro, que repercutiu na imprensa em Santo Domingo, segundo a qual um diretor da Odebrecht, Hilberto Silva, declarou ao Tribunal Eleitoral do Brasil que essa empresa financiou campanhas eleitorais em seis países, entre eles a República Dominicana.

De acordo com essa versão, os fundos foram canalizados através de uma empresa do publicitário João Santana, assessor de Medina na campanha de 2012. Medina foi eleito para um segundo mandato em 2016.

"Há muita gente que quer me ver nadando na lama, mas que esperem as investigações que serão concluídas tanto no Brasil como na República Dominicana, e vão dizer a verdade. Que não se desesperem", afirmou o presidente após um ato pelo Dia Internacional da Mulher.

Medina destacou que as assessorias de Santana foram pagas por "nós" em 2012 e 2016. "O que quer que seja que me imputem, que provem que a nossa campanha recebeu um centavo", sustentou.

O presidente também se defendeu ao fazer alusão a um texto dirigido à imprensa dominicana feito por Fábio Tofic Simantob, advogado de Santana, no qual afirma que "não houve nenhum pagamento" da Obdebrecht, nem de "nenhum grupo brasileiro" pelos serviços de marketing e publicidade das campanhas de Medina.

O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, admitiu em dezembro ter pago 788 milhões de dólares para obter contratos de obras públicas em 12 países, incluindo 92 milhões na República Dominicana, onde ainda não há processados por este caso.

Entretanto, Medina garantiu que os culpados serão punidos.

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