Egípcio é condenado à morte pelo assassinato de cristão

Cairo, 9 Mar 2017 (AFP) - Um tribunal de Alexandria condenou à morte nesta quinta-feira um egípcio muçulmano pelo assassinato de um cristão que vendia bebidas alcoólicas, indicaram responsáveis pela segurança e justiça.

O tribunal emitiu seu veredito, que pode ser objeto de recurso, após consultar o mufti, responsável por interpretar a lei islâmica junto as autoridades, mas cuja opinião, que não é vinculativa, normalmente apoia a pena capital.

Adel Abu Al Nur El Sayed, de 50 anos, foi acusado de ter matado em 2 de janeiro, na cidade de Alexandria, Yusef Lamei, um copta de 61 anos.

Sayed aproximou-se da vítima, que estava sentada em frente a sua loja de bebidas, e cortou seu pescoço, indicou à AFP Tony Yousef, filho da vítima, que assistiu à cena.

Durante o julgamento, Sayed declarou que iria matar todos os vendedores de álcool se pudesse, de acordo com fontes judiciais.

A minoria copta no Egito tem sido alvo de numerosos ataques nos últimos anos. Em 11 de dezembro, um ataque suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) deixou 29 mortos em uma igreja no Cairo.

A organização ultrarradical islâmica afirmou em dezembro que continuaria os ataques contra "qualquer infiel ou apóstata no Egito e em toda parte".

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