Israel libertará jornalista palestino que estava em greve de fome

Jerusalém, 10 Mar 2017 (AFP) - Um jornalista palestino preso em Israel em regime de detenção administrativa terminou com a greve de fome que já durava 32 dias nesta sexta-feira depois que as autoridades garantiram a sua libertação em abril, informaram sua esposa e advogado.

Será a segunda vez em um ano que Mohamed Al Qiq, de 34 anos, funcionário do canal saudita Al Majd, é libertado por Israel depois de ser preso sob detenção administrativa, depois de uma prolongada greve de fome.

A detenção administrativa é uma medida extrajudicial que permite Israel deter suspeitos sem julgamento ou acusação por períodos de seis meses renováveis indefinidamente.

Um tribunal militar israelense decidiu na quinta-feira que a prisão de Qiq não deveria ser estendida, indicou seu advogado, Khaled Zabarqa.

A esposa de Qiq, Fayha Shalash, afirmou que o jornalista, hospitalizado perto de Tel Aviv, encerrou sua greve de fome e chamou sua libertação, prevista para 14 de abril, de "vitória legal".

O serviço penitenciário israelense confirmou à AFP que ele havia parado de recusar comida e seria libertado em abril.

Em maio de 2016, Qiq foi libertado após seis meses de detenção sem julgamento, após uma greve de fome de 94 dias. Ele foi preso novamente em janeiro perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, por "atividades terroristas" para o grupo islâmico Hamas, segundo explicou o serviço israelense de segurança interna, Shin Bet, algo que o detido negou.

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