EUA investigam contratistas da CIA por vazamento de informações (imprensa)

Washington, 12 Mar 2017 (AFP) - Autoridades americanas que investigam o vazamento recente de informações secretas pelo WikiLeaks se concentram em ex-empregados da CIA que possam ter motivo de descontentamento com a agência de inteligência, noticiou neste domingo o "Wall Street Journal".

O WikiLeaks desferiu um golpe na CIA no começo do mês, quando divulgou 9 mil documentos secretos da agência, que revelavam um suposto sistema de espionagem de usuários da internet por meio de dispositivos eletrônicos.

O vazamento realizado pela página fundada por Julian Assange deu origem a uma investigação profunda sobre como estas informações teriam saído da agência.

O WikiLeaks disse que teve acesso às informações por meio de um círculo de prestadores de serviço privados, e Assange acusou a agência de ter sido pouco cuidadosa.

Os investigadores se concentraram inicialmente em uma equipe reduzida de desenvolvedores de software, que, supostamente, tinham altos níveis de permissões de segurança e trabalharam com a CIA em projetos de pirataria, segundo o jornal.

Citando fontes não identificadas, o Wall Street Journal assinala que a "inimizade" entre os prestadores de serviço que trabalhavam para a agência pode ter deixado alguns empregados descontentes, principalmente depois de alguns cortes de empregos.

O envolvimento de contratistas não seria uma surpresa, uma vez que, em ocasiões anteriores, responsáveis por vazamentos de informações também foram especialistas contratados pela agência.

Em 2013, Edward Snowden, contratista da Agência de Segurança Nacional (NSA), vazou documentos sobre como os Estados Unidos vigiavam a telecomunicação dos cidadãos e espionavam aliados do país.

No caso da divulgação de centenas de milhares de páginas de comunicações diplomáticas que lançou o WikiLeaks à fama em 2010, a fonte foi Chelsea Manning, então analista de inteligência do Exército americano.

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