Netanyahu e enviado de Trump discutem sobre a paz e as colônias

Jerusalém, 14 Mar 2017 (AFP) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e um enviado do presidente americano Donald Trump conversaram na segunda-feira à noite por mais de cinco horas sobre a maneira de retomar os esforços de paz com os palestinos e sobre a colonização.

Jason Greenblatt, assistente de Trump e representante especial para as negociações internacionais, será recebido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, nesta terça-feira em Ramallah.

Na conversa com Greenblatt em Jerusalém, Netanyahu disse acreditar que durante a presidência de Trump seria "possível fazer a paz avançar entre Israel e todos os seus vizinhos, incluindo os palestinos", anunciaram o gabinete do primeiro-ministro e a embaixada dos Estados Unidos em Israel em um comunicado conjunto.

Greenblatt repetiu princípios já citados por Trump: o compromisso dos Estados Unidos a garantir a segurança de Israel e a vontade do presidente americano de "ajudar israelenses e palestinos a alcançar uma paz duradoura", que será possível apenas com "negociações diretas".

Netanyahu e Trump já abordaram a delicada questão da colonização, ou seja, a construção de casas civis israelenses nos territórios palestinos ocupados.

Todos os governos israelenses desde 1967 prosseguiram com a colonização, que é considerada por grande parte da comunidade internacional como um obstáculo para a paz.

Após uma reunião em 15 de fevereiro com Trump, o primeiro-ministro israelense afirmou à imprensa que concordou com a administração americana sobre instaurar um mecanismo comum para que a colonização deixe de ser um tema de discórdia entre os dois governos, como foi o caso durante o governo Obama.

Greenblatt é o responsável por implementar o mecanismo do lado americano.

A viagem de Greenblatt acontece em um momento de grande incerteza sobre a evolução do conflito israelense-palestino e as intenções de Trump sobre o tema. O esforço de paz está bloqueado desde o fracasso da última iniciativa americana, em abril de 2014, após meses de discussões.

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