Presidente turco promete mais medidas contra a Holanda, acusada de "terrorismo de Estado"

Ancara, 14 Mar 2017 (AFP) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta terça-feira que seu país vai adotar "novas medidas" contra a Holanda, país que acusou de "terrorismo de Estado" por ter impedido a participação de dois ministros turcos em comícios da comunidade turca.

Erdogan disse que a vitória do "Sim" no referendo constitucional de 16 de abril será a melhor resposta aos "inimigos" da Turquia.

"Vamos trabalhar em mais medidas contra a Holanda", declarou.

"Esses erros não são resolvidos com desculpas, temos que fazer mais", acrescentou.

Ele comentou ainda a matança de Srebrenica, em 1995, que os Capacetes Azuis holandeses não conseguiram impedir, um episódio vivido de forma traumática pela Holanda.

"Conhecemos a Holanda e os holandeses pela matança de Srebrenica. Sabemos como é sua moral, está quebrada pelos 8.000 bósnios que foram massacrados", afirmou Erdogan.

"Ninguém deve nos dar lições de civilização", insistiu o presidente turco.

Holanda e Turquia estão imersos em uma crise diplomática desde sábado, quando o governo holandês impediu uma visita prevista do chanceler turco Mavlut Cavusoglu e depois expulsou a ministra turca da Família, Fatma Betul Sayan Kaya.

Erdogan respondeu de forma veemente, acusando a Holanda, como fez antes com a Alemanha, de práticas "nazistas e fascistas".

Em julho de 1995, 8.000 muçulmanos foram massacrados pelas forças sérvias da Bósnia no encrave de Srebrenica (leste).

Foi a pior matança cometida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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