EUA abandonarão grupo de direitos humanos na ONU se não houver reforma

Nações Unidas, Estados Unidos, 15 Mar 2017 (AFP) - O secretário de Estado Rex Tillerson anunciou a grupos de direitos que os Estados Unidos abandonarão o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas a menos que haja uma "reforma considerável", segundo uma carta obtida pela AFP nesta quarta-feira.

Os Estados Unidos foram escolhidos para fazer parte dos 47 membros do Conselho, órgão principal da ONU para promover e proteger os direitos humanos a nível mundial, por um período de três anos, que termina em 2019.

Em carta dirigida a oito grupos de direitos, Tillerson disse que a administração americana continua "avaliando a eficácia do Conselho de Direitos Humanos da ONU" que se reúne atualmente em Genebra.

"Podemos não compartilhar uma visão comum sobre isto, dado a conformação dos membros", disse. Os membros do Conselho incluem China e Cuba, que foram criticados pelos Estados Unidos por suas práticas.

"Ainda que seja a única organização dedicada aos direitos humanos, o Conselho de Direitos Humanos exige uma reforma considerável para que continuemos a participar".

Tillerson afirmou que os Estados Unidos continuarão pressionando com sua "objeção forte e de princípios à agenda parcial do Conselho de Direitos Humanos contra Israel".

A administração do presidente Donald Trump prometeu defender Israel na ONU e rechaçou a adoção por parte do Conselho de resoluções que criticam seu aliado no Oriente Médio.

Tillerson não afirmou quando irá decidir se vão manter ou não o lugar dos Estados Unidos no Conselho, enquanto os grupos de direitos exigem que o país mantenha seu assento e continue sendo uma voz para os direitos humanos a nível mundial.

O governo de Barack Obama teve um papel-chave em alguns dos maiores sucessos do Conselho, como as investigações inovadoras sobre as atrocidades na Síria e na Coreia do Norte.

"Os Estados Unidos fazem parte integral do Conselho de Direitos Humanos", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em reação.

A carta foi enviada ao instituto Jacob Blaustein, ao Better World Campaign, ao Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, ao Freedom House, ao Freedom Now, ao Human Rights First, ao Human Rights Campaign e para a United Nations Association of the United States of America.

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