Renault nega que seus carros tenham sistemas para manipular teste de motores

Paris, 15 Mar 2017 (AFP) - O fabricante francês de automóveis Renault, sob suspeita de fraude nos controles de homologação de seu smotores a diesel, afirmou nesta quarta-feira que seus veículos não têm sistemas fraudulentos.

A companhia fez estas declarações em resposta a um artigo publicado nesta quarta-feira pelo jornal Libération que transcreve trechos de um relatório da direção francesa de repressão de fraudes.

Este relatório contribuiu para a abertura no dia 12 de janeiro de uma investigação contra a Renault por fraude nos dispositivos de controle de emissões poluentes.

Segundo este relatório, os serviços antifraude franceses suspeitam que a Renault instalou um "dispositivo fraudulento" para falsificar os controles sobre seus níveis de poluição de seus motores a diesel.

O fabricante de automóveis "enganou os consumidores sobre os controles", afirma o documento com data de dezembro.

O grupo, que classificou o artigo de "desequilibrado", se defendeu afirmando que respeita as normas e que reservará suas explicações aos magistrados a cargo da investigação.

Também reiterou que "nenhum de seus serviços infringiu as regras, europeias ou nacionais, relacionadas à homologação de veículos" e afirmou que seus "carros não têm dispositivos fraudulentos".

A Renault é a segunda construtora de automóveis que deve responder ante a justiça francesa sobre suas práticas em matéria de emissões de seus motores a diesel, depois da Volkswagen, que admitiu em setembro de 2015 ter manipulado onze milhões de veículos para falsificar os resultados dos controles de emissão de partículas poluentes.

bur-meb/zm/ma

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