Balsa naufragada em 2014 é resgatada na Coreia do Sul

Donggeochado, Corée du Sud, 22 Mar 2017 (AFP) - Equipes de resgate da Coreia do Sul conseguiram recuperar os destroços do ferry Sewol na madrugada desta quinta-feira (23), quase três anos após o naufrágio que provocou a morte de mais de 300 pessoas, de acordo com a agência Yonhap.

"Às 3H45 (locais, 15H45 de Brasília, quarta-feira) parte da estrutura do Sewol, a qual acredita-se ser seu estabilizador" já estava fora da água, explicou uma autoridade do ministério de Oceanos e Pesca, citado pela agência.

A embarcação transportava 476 pessoas quando naufragou em frente à ilha de Jindo, no sudoeste da Coreia do Sul, no dia 16 de abril de 2014.

O ferry foi encontrado submerso a mais de 40 metros de profundidade.

As operações para resgatá-lo previstas no ano passado foram propostas em várias ocasiões, e as autoridades temiam que a balsa de 145 metros de comprimento quebrasse em vários pedaços.

O resgate era uma das principais exigências das famílias das vítimas. Nove corpos nunca foram encontrados e ainda poderiam estar presos nos destroços.

Chorando, parentes das vítimas pediam orações para que a operação tivesse sucesso.

"Eu sou uma mãe e sinto a falta da minha filha", declarou, chorosa, Lee Keum-Hui. "Rogai por nós, para que voltemos para casa com Eun-Hwa".

Lee, como outros familiares das vítimas, vive desde o naufrágio em barracos improvisados em Paengmok, o porto mais próximo.

A tragédia, provocada por uma série de erros humanos - um espaço de carga ilegalmente redesenhado e sobrecarregado, equipe inexperiente e relações conflituosas entre o operador e as autoridades reguladoras - chocou o país.

O capitão, Lee Jun-Seok, foi condenado à prisão perpétua por "homicídio por negligência" e 14 membros da tripulação foram condenados a penas de dois a 12 anos de prisão.

Aproximadamente 50 pessoas próximas às vítimas embarcaram para acompanhar as operações de perto.

Duas grandes embarcações foram colocadas em ambos lados do ferry, que pesava 6.825 toneladas. O resgate, sob direção de um consórcio chinês, utilizou air bags, vigas e cabos.

De acordo com um funcionário do ministério dos Assuntos Marítimos, o içamento dos destroços a um metro acima do fundo do mar levou três horas.

O naufrágio abalou a Presidência de Park Geun-hye, a presidente deposta após um escândalo de corrupção.

Ela havia passado as primeiras horas do desastre, as mais cruciais, reclusa em sua residência e nunca explicou o que fazia, alimentando vários boatos.

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