Proibição de notebooks e tablets em voos: o que se sabe até agora

Londres, 22 Mar 2017 (AFP) - Washington e Londres decidiram proibir os computadores portáteis e tablets nos voos procedentes de vários países árabes e da Turquia.

O que se sabe até o momento:

- O que está proibido -- De acordo com a decisão dos Estados Unidos, todos os dispositivos eletrônicos maiores que um telefone celular estarão proibidos nos voos e devem ser despachados com a bagagem. A medida é aplicada aos laptops, tablets, consoles de jogos eletrônicos, livros eletrônicos, aparelhos de DVD, câmeras fotográficas, entre outros.

- Londres proibiu nos voos "qualquer telefone, computador portátil ou tablet maior que um telefone celular de tamanho normal (comprimento de 16 cm, largura de 9,3 cm e espessura de 1,5 cm)".

- Os países em questão -- O governo dos Estados Unidos aplicará as medidas a partir de sábado aos voos diretos procedentes de 10 aeroportos de oito países, todos aliados e sócios de Washington: Jordânia, Egito, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos.

- O Reino Unido aplicará as restrições aos voos procedentes de todos os aeroportos da Turquia e cinco países árabes: Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita. As medidas foram notificadas de modo imediato às companhias aéreas, que têm prazo até sábado para implementá-las.

- Voos e companhias afetadas -- Cinquenta voos diários de nove companhias aéreas (Royal Jordanian, EgyptAir, Turkish Airlines, Arabia Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Morocco, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways) serão afetados pela decisão dos Estados Unidos.

- O anúncio britânico afeta a 14 empresas: British Airways, EasyJet, Jet2.com, Monarch, Thomas Cook, Thomson, Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, Egyptair, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia.

- Os motivos -- Washington citou o risco de atentados. "A análise dos serviços de inteligência indica que grupos terroristas continuam apontando para o transporte aéreo e buscam novos métodos para cometer atentados, como dissimular explosivos em bens de consumo", explicou uma fonte do governo. De acordo com o canal CNN, que citou uma fonte do governo de Donald Trump, a decisão estaria relacionada a uma ameaça do grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), braço do grupo extremista no Iêmen.

- Em Londres, o ministro dos Transportes, Chris Gayling, disse ao Parlamento que é necessário adequar as medidas de segurança às "mudanças constantes" na "ameaça terrorista".

- Países que podem aderir -- A França está considerando a medida: um porta-voz da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) disse à AFP que, no momento, "não se decidiu" fazer o mesmo, mas uma análise de riscos está em curso.

- Canadá, membro da aliança internacional de serviços de inteligência "Five Eyes" ("cinco olhos"), com Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, está estudando a possibilidade, de acordo com o ministro dos Transportes, Marc Garneau.

- Países que disseram não -- Alemanha, Austrália e Nova Zelândia rejeitaram até o momento a ideia de aplicar medidas similares.

- A reação dos países afetados -- Até o momento apenas a Turquia reagiu ao anúncio. O ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, questionou a eficiência da medida porque "um terrorista do Daesh (acrônimo do grupo Estado Islâmico em árabe) pode embarcar em qualquer lugar".

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