EUA denunciam 'grave retrocesso para a democracia' na Venezuela

Em Washington

  • Boris Vergara/Xinhua

    O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, dá entrevista em Caracas

    O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, dá entrevista em Caracas

O governo dos Estados Unidos considerou nesta quinta-feira um "grave retrocesso para a democracia" a decisão da corte suprema da Venezuela de assumir poderes legislativos, segundo nota oficial do Departamento de Estado.

"Esta ruptura das normas democráticas e constitucionais prejudica enormemente as instituições democráticas da Venezuela e nega aos venezuelanos o direito a dar forma ao seu futuro através de seus representantes eleitos", disse o porta-voz, Mark Toner.

"Nós o consideramos um grave retrocesso para a economia na Venezuela", acrescentou.

Em duas sentenças, proferidas terça e quarta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela retirou a imunidade dos deputados da Assembleia Nacional, majoritariamente opositora, e assumiu as funções do Legislativo.

Washington condenou "a decisão de usurpar os poderes da Assembleia Nacional democraticamente eleita", de maioria opositora, e pediu ao governo venezuelano que permita ao Parlamento "exercer suas funções constitucionais, realize eleições assim que possível e libere de imediato prisioneiros políticos".

Em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), celebrada na terça-feira, o subsecretário de Estado adjunto para o hemisfério ocidental, Michael Fitzpatrick, denunciou "uma alteração inconstitucional (...) que impede a ordem democrática na Venezuela".

Os Estados Unidos pediram à Venezuela que ao invés de "descartar" as instituições democráticas, o país cumpra seus compromissos fixados em uma tentativa de diálogo com a oposição e respeite a Carta Democrática Interamericana da OEA.

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