Trump promete destruir o Estado Islâmico e proteger a civilização

Washington, 5 Abr 2017 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira destruir o grupo Estado Islâmico (EI) e proteger a civilização.

"Destruiremos o EI e protegeremos a civilização. Não temos escolha. Protegeremos a civilização", destacou Trump durante uma coletiva de imprensa conjunta com o rei Abdullah II, da Jordânia, que visita a Casa Branca.

A Jordânia integra a coalizão militar liderada por Washington que luta contra o EI na Síria e Iraque.

Para Trump, os atos odiosos cometidos pelo regime do presidente sírio Bashar al Assad não podem ser tolerados e que o ataque químico na Síria "superou vários limites".

"Na minha opinião, ultrapassaram vários limites... Quando se mata crianças inocentes, bebês... Isto é ultrapassar muitos, muitos limites, muito além de apenas uma linha vermelha", disse Trump.

"Sua morte é uma afronta à humanidade. Estes atos de ódio pelo regime de (Bashar al) Assad não podem ser tolerados", acrescentou o presidente, sem dar detalhes das ações que os Estados Unidos poderiam adotar após o ataque químico.

Em um claro alerta sobre a mudança de tom de seu governo, o presidente americano disse que sua "atitude com relação à Síria e a Assad mudou. Agora estamos falando de outro nível, completamente diferente".

A embaixadora americana na ONU, por sua vez, afirmou que os Estados Unidos poderão conduzir uma ação unilateral caso a ONU não responda de forma adequada ao ataque químico.

"Quando as Nações Unidas fracassam consistentemente em sua tarefa de atuar de forma coletiva, há momentos na vida dos Estados em que nos vemos impulsionados a atuar por conta própria", declarou a embaixadora americana ante a ONU, Nikki Haley.

O Conselho de Segurança da ONU começou nesta quarta-feira sua reunião sobre o suposto ataque com armas químicas na Síria, que deixou dezenas de mortos, incluindo crianças.

Grã-Bretanha, França e Estados Unidos apresentaram um rascunho de resolução pedindo uma investigação exaustiva do ataque em uma localidade rebelde na província de Idleb, mas a Rússia, firme aliada do governo de Assad, afirmou que o texto era "categoricamente inaceitável".

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