EUA não têm informação objetiva sobre ataque químico na Síria

Moscou, 6 Abr 2017 (AFP) - Os Estados Unidos não têm informações objetivas sobre o "crime monstruoso" que na terça-feira deixou ao menos 86 mortos na Síria e do qual os ocidentais responsabilizaram o regime de Damasco, afirmou nesta quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Pouco depois da tragédia, ninguém podia ter acesso a esta zona" em Khan Sheikhun, uma pequena localidade da província rebelde síria de Idlib, afirmou Peskov à imprensa.

"Assim, nenhuma informação da qual a parte americana possa dispor (...) pode estar fundamentada em materiais ou testemunhos objetivos", ressaltou.

"Ninguém pode ter informação confiável e realista" sobre este "crime perigoso e monstruoso", insistiu o porta-voz do Kremlin, advertindo contra qualquer "conclusão precipitada" sobre o ocorrido na província de Idlib.

"Não estamos de acordo com as apreciações que foram dadas", acrescentou Peskov.

Ao menos 86 pessoas, incluindo 30 crianças, perderam a vida em um bombardeio lançado na terça-feira em Khan Sheikhun. Os médicos detectaram sintomas de um ataque químico: pupilas dilatadas, convulsões e espuma saindo da boca.

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou na quarta-feira passar à ação na Síria, um dia depois do suposto ataque químico, que Trump classificou de "ato de ódio" e "afronta à humanidade".

Com este bombardeio, imputado ao regime sírio, "vários limites foram cruzados", destacou, referindo-se à "linha vermelha" que havia sido fixada por seu antecessor, Barack Obama, em relação aos ataques químicos do regime sírio.

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