Quatro mortos e 15 feridos em atentado com caminhão em Estocolmo

Estocolmo, 7 Abr 2017 (AFP) - Quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas nesta sexta-feira no centro de Estocolmo em um atentado com um caminhão, indicou a polícia, que nesta sexta-feira à noite continuava procurando pelo motorista.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, anunciou que foram reforçados os controles fronteiriços do país.

O ataque ocorreu pouco antes das 13H00 GMT (10h00 de Brasília) perto de uma loja de departamentos, Åhléns City, na junção entre uma das mais movimentadas ruas de pedestres da capital, Drottningsgatan, e uma das principais artérias da cidade, Klarabergsgatan.

O veículo se chocou contra a fachada da loja depois de atingir os pedestres, e os socorristas atenderam os feridos que estavam no local do ataque, de acordo com imagens transmitidas pela televisão.

"Quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas", declarou o porta-voz da polícia de Estocolmo, Lars Byström. O balanço anterior, fornecido pelas autoridades de saúde, era de um morto e 15 feridos.

Um homem foi detido durante a tarde em Märsta, na periferia norte de Estocolmo, acrescentou a polícia, que não deu mais detalhes sobre sua identidade. Mas não se tratava do motorista do caminhão utilizado no atentado, que continuava sendo buscado, afirmou.

A polícia indicou anteriormente à imprensa que estava buscando um homem relativamente jovem com um casaco com capuz preto, gravado por uma câmera de segurança muito próxima ao local do atentado. Ao que parece, poderia ser ele o detido.

Várias testemunhas descreveram cenas de terror e pânico.

"Fez o mesmo ruído que uma bomba que explode e começou a sair fumaça da entrada principal", disse ao jornal sueco Aftonbladet uma testemunha no local, Leander Nordling, de 66 anos.

"Decidi reforçar os controles fronteiriços", declarou o primeiro-ministro, Stefan Lövfen, em coletiva de imprensa na sede do governo. "A Suécia foi atacada" e "tudo aponta para um ataque terrorista", declarou anteriormente para os meios de comunicação suecos.

O presidente, que no momento do atentado viajava para a segunda cidade do país, Gotemburgo, voltou à capital.

O centro da cidade se esvaziava completamente enquanto as lojas fechavam suas portas e os habitantes retornavam andando para suas casas, depois que a polícia solicitou que evitassem aglomerações.

- Caminhão roubado -O autor do atentado havia roubado o caminhão aproveitando "uma entrega em um restaurante", declarou uma porta-voz da transportadora Spendrups, Rose-Marie Hertzman.

As autoridades suspenderam o funcionamento de toda a rede do metrô, além dos ônibus e bondes no centro, que voltaram a funcionar horas depois. O ataque ocorreu perto da estação T-Centralen, por onde passam todas as linhas de Estocolmo.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o ataque contra a Suécia era um ataque contra "toda" a União Europeia.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que "nestas horas difíceis, os russos choram com o povo sueco", dias depois de um atentado, ainda não reivindicado, deixar 13 mortos no metrô de São Petersburgo.

A Suécia só havia sofrido um ataque até a data, em dezembro de 2010, quando um suicida detonou seus explosivos na mesma rua de pedestres de Estocolmo, deixando feridos leves.

Os incidentes lembram os ataques de Londres, Berlim e Nice, no sul da França, cujos autores lançaram seus veículos contra multidões.

No dia 22 de março, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao Islã e conhecido dos Serviços de Segurança, matou cinco pessoas atropelando-as com um carro na calçada da ponte de Westminster, antes de esfaquear até a morte um policial na frente do Parlamento.

O autor do ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), foi morto pela polícia.

Em dezembro, 12 pessoas morreram depois que um homem utilizou um caminhão roubado para avançar contra as pessoas que passeavam por um mercado de Natal em Berlim.

O ataque mais mortífero deste tipo nos últimos meses foi o de 14 de julho de 2016, em Nice, quando uma pessoa atropelou uma multidão que assistia aos fogos de artifício durante a festa nacional francesa. O atentado deixou 86 mortos.

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