EUA aumentam pressão sobre Síria antes de reunião com Rússia

Washington, 10 Abr 2017 (AFP) - O governo americano elevou a pressão sobre a Rússia, neste domingo (9), para que controle o presidente sírio, Bashar al-Assad, advertindo que outros ataques químicos seriam "muito danosos" para as relações bilaterais e sugeriu que não haverá paz na Síria, enquanto Assad estiver no poder.

Os principais assessores do presidente Donald Trump fizeram a tradicional ronda nos principais programas de televisão dos Estados Unidos, de modo a preparar o terreno para o confronto diplomático que acontece esta semana em Moscou entre o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

Hoje, Tillerson manifestou suas dúvidas sobre as verdadeiras intenções da Rússia na Síria, onde, segundo ele, mostrou-se "incapaz" de controlar a destruição do arsenal químico de Al-Assad.

"Isso será parte das discussões que teremos quando estiver em Moscou esta semana: vou pedir ao ministro das Relações Exteriores Lavrov e ao governo russo que respeitem seus compromissos com a comunidade internacional", por meio do qual se concordou em "garantir a eliminação de armas químicas", disse Tillerson em entrevista à emissora ABC.

"Para mim, não está claro o motivo pelo qual a Rússia não foi capaz de cumprir essa missão. Não quero tirar a conclusão de que foram cúmplices, mas claramente foram incompetentes e, talvez, os sírios tenham brincado com eles", acrescentou.

"Claramente são aliados de Bashar al-Assad", disse Tillerson sobre os russos.

"Deveriam influir nele e obrigá-lo a não usar mais armas químicas", acrescentou.

"Não acho que os russos queiram que se as relações com os Estados Unidos se degradem, mas são necessárias muitas negociações e diálogo para compreender melhor qual relação a Rússia quer ter conosco", acrescentou Tillerson.

Em Teerã, por sua vez, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, disse que os Estados Unidos cometeram um "erro estratégico" e prometeu que o Irã "não abandonará o terreno (...) diante das ameaças".

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