EUA pede que Caracas reconsidere cassação de Capriles

Washington, 11 Abr 2017 (AFP) - O governo dos Estados Unidos exortou nesta segunda-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a "reconsiderar sua decisão" de inabilitar para cargos públicos por 15 anos o governador do estado de Miranda e líder opositor, Enrique Capriles.

"Exortamos o presidente Maduro a reconsiderar sua decisão de inabilitar Capriles e a assegurar aos venezuelanos seu direito de eleger seus representantes em votações livres e justas, de acordo com a Constituição da Venezuela", declarou o porta-voz do departamento americano de Estado Mark Toner.

O funcionário destacou a "grave preocupação" de Washington com "as ações do governo da Venezuela" para inabilitar Capriles, que definiu como "um membro democraticamente eleito da oposição política".

Toner pediu ainda aos manifestantes contrários a Maduro "que se expressem sem violência", e que "as forças de segurança do governo protejam os protestos pacíficos, sem impedi-los".

Em Havana, Maduro afirmou que de Washington estão bloqueando o diálogo com a oposição que protesta nas ruas para propiciar uma "intervenção estrangeira".

"A verdade verdadeira é que deram ordem de Washington para encerrar o diálogo na Venezuela e arrebentar nosso país para uma intervenção estrangeira".

Na sexta-feira passada, o controlador da Venezuela, Manuel Galindo, inabilitou Capriles "para o exercício de funções públicas por um período de 15 anos" devido a supostas irregularidades administrativas como governador do Estado de Miranda.

Capriles esteve em Washington no dia 31 de março passado, quando manteve contato com legisladores americanos e se reuniu com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro.

Na sede da OEA, pediu aos países que integram o organismo continental que declarem a "ruptura constitucional" na Venezuela.

Na semana passada, o Conselho Permanente da OEA aprovou uma declaração citando a "grave alteração inconstitucional" na Venezuela, em razão do Tribunal Supremo de Justiça assumir os trabalhos da Assembleia, controlada pela oposição. A medida foi posteriormente anulada.

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