Tillerson chega a Moscou para transmitir mensagem de firmeza

Moscou, 12 Abr 2017 (AFP) - O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, chegou a Moscou, em sua primeira visita oficial à Rússia, uma viagem de dois dias que estará dominada pelas divergências entre os dois países sobre a Síria, após o suposto ataque químico da semana passada.

Tillerson planeja se encontrar na quarta-feira com seu colega russo, Serguei Lavrov.

Nesta terça-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, advertiu que não podia confirmar se na agenda havia uma reunião do secretário de Estado com o presidente russo, Vladimir Putin.

Antes de viajar à Rússia, Tillerson disse aos seus colegas do G7, reunidos na Toscana italiana, que Moscou deveria repensar sua aliança com o presidente sírio, Bashar al-Assad, após o suposto ataque químico que os ocidentais afirmam ter sido lançado por Damasco.

Horas antes da chegada de Tillerson, a diplomacia russa informou em um comunicado que esperava "negociações produtivas".

"Não buscamos o confronto, mas uma cooperação construtiva. Esperemos que também seja o que os Estados Unidos querem", afirmou a diplomacia russa em um comunicado.

"É por isso que nas próximas negociações queremos acima de todo compreender em que medida os Estados Unidos são conscientes da necessidade de estabilizar e normalizar nossas relações", prossegue o ministério.

A Rússia, que atravessa "o período mais difícil desde o fim da Guerra Fria" em suas relações com os Estados Unidos, diz estar "aberta ao diálogo mais franco possível".

A viagem de Tillerson a Moscou ocorre depois do ataque americano contra uma base aérea síria, na madrugada de 7 de abril, ordenado em resposta a um ataque químico atribuído ao regime de Damasco que deixou 87 mortos dois dias antes em Khan Sheikhun, no noroeste da Síria.

A Rússia, que desmente qualquer responsabilidade de Damasco no suposto ataque químico, denunciou o bombardeio classificando-o de "agressão contra um Estado soberano".

- ONU vota sobre ataque químico -O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará na quarta-feira um projeto de resolução que exige do governo sírio sua cooperação com a investigação sobre o suposto ataque químico, segundo fontes diplomáticas.

Grã-Bretanha, França e Estados Unidos redigiram o texto, baseado em outro documento, apresentado na semana passada após o suposto uso de gás sarin contra Khan Sheikhun.

Esta medida irá requerer "total cooperação de todas as partes com as investigações" realizadas pela Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) e pelo Mecanismo Conjunto de Investigação (JIM), indicou o embaixador britânico Matthew Rycroft.

A votação do texto deverá ocorrer às 19H00 GMT (16H00 de Brasília), indicou um diplomata do Conselho, que antecipou que preveem que a China irá se abster.

dc-pop/gmo/cls/an/age/lr

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos