UE: 16.300 solicitantes de asilo na Itália e Grécia 'realocados' no bloco

Bruxelas, 12 Abr 2017 (AFP) - Cerca de 16.300 solicitantes de asilo que chegaram à Grécia e à Itália foram distribuídos em países da União Europeia (UE) desde o final de 2015, como parte de um plano que previa a "realocação" de um número dez vezes maior de pessoas, segundo dados publicados nesta quarta-feira pela Comissão Europeia.

O plano europeu adotado em setembro de 2015, que estabelecia a meta de 160.000 pessoas realocadas em um período de dois anos, foi aplicado lentamente pelos países da UE. Hungria e Eslováquia chegaram a contestá-lo na justiça.

"É hora de que os Estados-membros cumpram seus compromissos e intensifiquem seus esforços. Têm o dever político, moral e jurídico de fazer isso", declarou o comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

Segundo os dados publicados nesta quarta-feira pela Comissão, 16.340 "realocações" foram realizadas no total, 5.001 delas a partir da Itália e 11.339 a partir da Grécia.

A Comissão lamentou que a Bulgária, a Croácia e a Eslováquia tenham respeitado de forma "muito limitada" as obrigações de acolhida, estabelecidas em cotas por países, e que a Hungria e a Polônia "continuem simplesmente rejeitando participar do programa".

Estas "realocações" não são acessíveis a todos os solicitantes de asilo localizados na Grécia e na Itália, apenas àqueles que obterão praticamente com certeza o estatuto de refugiado, como os sírios e eritreus.

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