Ataque químico na Síria é 'acusação confiável', diz OPAQ

Haia, 13 Abr 2017 (AFP) - O suposto ataque químico lançado no dia 4 de abril em Khan Sheikhun, no noroeste da Síria, é "uma acusação confiável", de acordo com as avaliações preliminares dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), indicou a mesma nesta quinta-feira.

Os especialistas da OPAQ analisaram as informações disponíveis e estabeleceram "avaliações preliminares, segundo as quais é uma acusação confiável", anunciou a OPAQ em um comunicado, em relação a este ataque contra um reduto rebelde que provocou a morte de 87 civis.

Este suposto ataque contra um reduto rebelde e extremista resultou na morte de 87 civis, entre eles 31 crianças, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Um dia depois de Moscou ter vetado um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU que solicitava uma investigação internacional do ataque, a agência da ONU convocou uma reunião de seu Conselho executivo para "falar sobre essas acusações".

Os especialistas, que se concentraram no incidente de Jan Sheijun, "receberam amostras que foram enviadas aos laboratórios designados pela OPAQ para serem analisadas", explicou nesta quinta-feira o diretor-general da OPAQ ao Conselho de 41 Estados.

Os especialistas estão analisando todas as informações recolhidas de diferentes fontes, acrescentou o diretor, Ahmet Üzümcü, reiterando seu pedido para que todos os Estados-membros que puderem compartilhem a informação pertinente.

A missão deve "terminar seu trabalho em duas ou três semanas", afirmou.

"Nossos especialistas são plenamente conscientes da importância da tarefa que devem cumprir e confio no fato de que farão isso de forma profissional e imparcial, fazendo uso de todos os meios técnicos disponíveis", declarou.

A reunião foi suspensa e o Conselho executivo "decidiu reunir-se de novo na semana que vem para continuar as negociações sobre o suposto incidente", informou a OPAQ.

O presidente sírio Bashar Al Assad acusou, em uma entrevista com a AFP, os países ocidentais de terem "armado toda a história" desse ataque para preparar, segundo ele, o terreno para os bombardeios americanos contra seu exército.

Assad assegurou que seu regime não tem armas químicas desde a sua destruição em setembro de 2013, supervisionada pela OPAQ.

A organização, prêmio Nobel da Paz em 2013, supervisionou a destruição de 95% das reservas mundiais de armas químicas desde a sua criação, em 1997.

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