Chefe de Governo espanhol intimado como testemunha em caso de corrupção

Madri, 18 Abr 2017 (AFP) - O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, deverá comparecer como testemunha no processo de um escândalo de corrupção conhecido como caso "Gürtel", que envolve altos nomes do Partido Popular (PP, conservador).

Segundo um porta-voz da Audiência Nacional, tribunal espanhol especializado nos casos políticos-financeiros e de terrorismo, a audiência ainda não tem data marcada e o comparecimento de Rajoy foi confirmado.

"Rajoy será o primeiro presidente do Governo em exercício a ter que comparecer como testemunha ante um tribunal", ou seja, de maneira presencial, destaca o historiador Jaume Muñoz-Jofre, autor do livro "La España corrupta: breve historia de la corrupción'.

Rajoy sempre disse não estar a par de qualquer envolvimento supostamente ilício de membros de seu partido.

Mas, ante o Congresso de deputados, em 2013, admitu que "se equivocou" ao depositar sua confiança em Luis Bárcenas, ex-tesoureiro do PP.

O esquema "Gürtel", comandando pelo empresário espanhol Francisco Correa, também atinge outros altos dirigentes do PP, como Bárcenas.

Bárcenas admitiu, no início de 2017 ante um tribunal, que o partido utilizou recursos de Caixa 2, que teriam sido doados por empresários.

Correa é réu em vários julgamentos de casos envolvendo pagamento de propinas para pessoas do PP para conseguir a licitação de obras públicas "para empresas amigas".

Ao todo, 37 pessoas, entre elas vários ex-membros do PP, são julgadas desde outubro por suspeitas de participaçao em uma sofisticada rede de desvio de fundos públicos entre 1999 e 2005.

O caso atingiu, entre outros, a ex-ministra conservadora da Saúde, Ana Mato, que se viu obrigada pedir demissão e está sendo processada como "partícipe a título lucrativo" dos presentes dados a seu ex-marido, Jesús Sepúlveda, prefeito de Pozuelo (Madri) entre 2003 e 2009.

A imagem do PP, que governa a Espanha desde 2011, está profundamente abalada pela proliferação de escândalos de corrupção nos últimos anod, o wur revolta ainda mais a opinião pública por causa da grave crise econômica que o país vive desde 2008.

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