Protestos na Venezuela deixam dois mortos

Caracas

  • Ronaldo Schemidt/AFP

    Opositores venezuelanos em confronto com a polícia durante protesto contra o presidente Nicolas Maduro em Caracas

    Opositores venezuelanos em confronto com a polícia durante protesto contra o presidente Nicolas Maduro em Caracas

Duas pessoas morreram nesta segunda-feira (24) em cidades do oeste da Venezuela, em mais um dia da onda de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, que já deixou 23 mortos em quase um mês.

"Verificamos e confirmo a morte de dois homens em manifestações em Barinas e Mérida", informou uma fonte da procuradoria, que mais cedo tinha anunciado a morte de três.

Confronto em Caracas

Policiais da tropa de choque lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que responderam com pedras em uma estrada de Caracas, perto de onde milhares de pessoas fazem uma vigília contra o presidente Nicolás Maduro, até agora sem maiores incidentes.

Com os rostos cobertos com lenços ou encapuzados, jovens manifestantes montaram barricadas e atiraram objetos na direção da polícia em um trecho da rodovia Francisco Fajardo, leste de Caracas.

Com um alto-falante, um líder opositor pedia ao "protesto pacífico evitar a repressão do governo".

Sob um sol forte, milhares de opositores bloqueiam vias importantes do país para manter a pressão sobre Maduro, que no domingo reiterou a sua disposição de dialogar e celebrar eleições regionais.

"O som da resistência pacífica é mais forte que o de bombas lacrimogêneas e o chumbo, temos que permanecer aqui", pedia o parlamentar Miguel Pizarro, de um caminhão que abria caminho entre os manifestantes.

Apesar dos pequenos confrontos, o protesto prosseguia em Caracas e outras cidades do país, com milhares de pessoas que agitavam bandeiras venezuelanas, gritando palavras de ordem pedindo "liberdade", sentados ou a pé no meio da rua.

A oposição exige eleições gerais e respeito à autonomia do Parlamento, único poder que controla, e assegura que permanecerá na rua até conseguir "restituir o fio constitucional".

Os protestos, iniciados em 1º de abril, e que já deixaram 21 mortos, explodiram depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) atribuiu-se funções do Legislativo. Embora tenha voltado atrás nesta decisão, após pressão internacional, a oposição exige a saída de Maduro do poder.

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