Partido Democrata italiano elige seu líder; Renzi é favorito

Roma, 30 Abr 2017 (AFP) - O ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi é o favorito para voltar a assumir a liderança do Partido Democrata (PD, centro-esquerda) em uma votação aberta a todos os maiores de 16 anos, o que o propulsaria novamente ao primeiro plano da política nacional.

Renzi, de 42 anos, renunciou ao cargo de chefe de governo em dezembro depois de perder um referendo constitucional chave em seu país, que havia se convertido em seu principal cavalo de batalha.

Então, enfrentando os protestos da ala esquerdista de seu partido, decidiu em meados de fevereiro renunciar como líder da formação, deixando sempre a porta aberta para voltar com mais legitimidade em uma nova votação.

Renzi enfrenta dois candidatos considerados mais a esquerda que ele: Andrea Orlando, atual ministro da Justiça, e Michele Emiliano, governador da região de Apulia, no sul.

Os centros de votação, que basicamente serão urnas instaladas na rua, permanecerão abertos das 08h00 locais (03h00 de Brasília) às 20h00 (15h00 de Brasília).

Todos os italianos com mais de 16 anos poderão votar, além dos cidadãos de países da União Europeia que residem no país e também os estrangeiros com visto de residência, com a única condição de pagar uma contribuição de dois euros.

- A incógnita da participação -As últimas pesquisas mostram que Renzi contaria com 66,7% de apoio, contra 25,3% de Orlando e 8% de Emiliano.

Mas o verdadeiro desafio é a participação.

"Mais que uma concorrência, estamos diante de uma legitimação, uma espécie de coroação de Renzi como líder do PD", explicou Lorenzo de Sio, professor de sociologia política da universidade LUISS.

"Podemos esperar que Renzi obtenha um grande êxito, mas com uma participação baixa. As pessoas de esquerda não parecem estar mobilizadas", indicou o acadêmico.

Para o especialista, se a participação se situar em torno de um milhão de pessoas ou menos, a legitimação de Renzi não será tão clara, mas se ela oscilar em torno de 1,5 e 2 milhões, o ex-primeiro-ministro sairia fortalecido.

O vencedor da votação leve conduzir o PD às próximas eleições legislativas, previstas para a primavera de 2018, a não ser que os parlamentares decidam antes uma reforma eleitoral visando eleições antecipadas.

No único debate destas eleições, Renzi afirmou que fará "todo o possível para restituir a energia, o impulso e a força do país".

Durante seu discurso, o ex-primeiro-ministro criticou "o imobilismo que parece ter bloqueado a vida política e institucional" na Itália desde o referendo.

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