Ataques do Estado Islâmico 40 mortos perto de campo de refugiados na Síria

Beirute, 2 Mai 2017 (AFP) - Ao menos 40 civis e combatentes anti-jihadistas morreram nesta terça-feira em ataques suicidas do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra um campo de refugiados e deslocados no noroeste da Síria, segundo um novo balanço de uma ONG.

"Pelo menos cinco homens-bomba do EI se explodiram nas proximidades e dentro de um campo de refugiados iraquianos e sírios deslocados na província de Hassake", informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Após o ataque, intensos combates foram travados com as Forças Democráticas da Síria (FDS) de acordo com a mesma fonte.

O saldo é de "32 mortos e 30 feridos", afirmou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Ele havia dito inicialmente que os ataques suicidas tinham acontecido perto do campo de refugiados na região de Rajem al-Salibi, localizado nas proximidades da fronteira com o Iraque. "Alguns suicidas conseguiram entrar no campo", indicou posteriormente.

As FDS, uma aliança de milícias árabes e curdas apoiadas pelos Estados Unidos, são uma das principais forças que lutam contra a organização ultrarradical sunita na Síria.

Essas forças, que também combatem o regime de Damasco, encurralam neste momento o EI em Tabqa (norte), um ponto estratégico na rota para Raqa, considerada a capital do EI na Síria.

Um porta-voz do Crescente Vermelho curdo, Kamal Derbas, forneceu um saldo de 24 mortos e 35 feridos, e explicou que o ataque começou na madrugada de terça-feira.

O campo de refugiados se encontra dentro do território sírio, em uma região de fronteira. Entre as vímias, ao menos 21 eram refugiados sírios ou iraquianos, segundo o Observatório.

- EI perde controle -Civis, tanto da Síria como do Iraque, estão instalados precariamente neste campo de refugiados em uma área desértica, onde esperam conseguir proteção e uma passagem segura para a zona curda.

O EI chegou a controlar grandes regiões da província de Hassake, mas perdeu gradualmente terreno. A área é quase inteiramente controlada neste momento pelas milícias curdas.

Os jihadistas do EI continuam tendo amplo poder na província vizinha de Deir Ezzor, de onde chegam muitos refugiados diariamente.

O governo sírio mantém uma pequena presença nesta província, em particular em sua capital.

As FDS conquistaram nos últimos dias a maior parte da cidade de Tabqa, peça-chave na ofensiva final contra Raqa.

O conflito sírio já causou mais de 320.000 mortes desde seu início em 2011, e a presença estrangeira é decisiva no curso da guerra.

Um dos países mais envolvidos, o Irã, anunciou que continuará a enviar tropas para apoiar o governo do presidente Bashar al-Assad na luta contra os rebeldes e grupos jihadistas.

"Vamos enviar conselheiros para todos os setores e iremos fornecer toda a assistência possível para a frente de resistência", afirmou nesta terça-feira o general Mohamad Pakpour, comandante das forças terrestres do CGRI, exército de elite do Irã. mjg-ram/jri/jz/age/mr

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