Maduro acusa presidente do Parlamento por ataque contra militares

Caracas, 3 Mai 2017 (AFP) - O presidente Nicolás Maduro acusou o chefe do Parlamento venezuelano, o opositor Julio Borges, de tentar assassinar três militares feridos por disparos de armas de fogo durante os protestos desta terça-feira, em Caracas.

"Devem assumir a responsabilidade pelos três guardas nacionais feridos a bala, um gravemente em La Urbina (subúrbio leste da capital). Responsabilizo Julio Borges pela tentativa de assassinato de três guardas", disse Maduro em um ato transmitido pela TV estatal.

"Vândalos mandados por Borges se dedicaram a queimar e agredir vizinhos de bairros de classe média. Tem que haver justiça diante dos incêndios e piquetes que provocam feridos", declarou Maduro.

Borges pediu aos partidários da oposição que bloqueassem nesta terça-feira as principais avenidas de Caracas para rejeitar a convocação de uma Assembleia Constituinte "popular" por parte de Maduro, que segundo a oposição é um "golpe de Estado" para evitar as eleições.

Centenas de opositores atenderam ao apelo, mas os piquetes se estenderam por mais tempo e terminaram em confrontos e tiroteio em La Urbina, onde um grupo de homens armados enfrentou a polícia e a Guarda Nacional.

A oposição protesta há um mês para exigir eleições gerais e respeito à autonomia do Parlamento, que controla por ampla maioria.

Os protestos, que já deixaram 28 mortos e centenas de feridos, prosseguirão nesta quarta-feira com uma "mega" passeata contra a Constituinte de Maduro.

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