Diretor do FBI chama WikiLeaks de 'Inteligência pornográfica'

Washington, 3 Mai 2017 (AFP) - O diretor do FBI, James Comey, disse nesta quarta-feira (3) que o WikiLeaks não é jornalismo e que seus contínuos vazamentos de informações confidenciais americanas é "Inteligência pornográfica".

Em meio à investigação do papel que o WikiLeaks teve na campanha da Rússia para interferir nas eleições americanas em 2016, Comey disse não acreditar que a plataforma, ou seu fundador, Julian Assange, mereçam a proteção que os jornalistas americanos têm ao publicar material "confidencial".

"Você cruza uma linha, quando se trata de educar o público e, em vez disso, se transforma em 'Inteligência pornográfica', simplesmente tirando informação sobre fontes e métodos sem levar em conta os valores da Primeira Emenda que normalmente fundamentam as matérias jornalísticas", afirmou Comey, perante o Comitê Judiciário do Senado.

Em contrapartida, ao publicar comunicações do Partido Democrata, segredos da CIA e outros materiais, o site WikiLeaks "simplesmente se transforma em um conduto para os serviços russos de Inteligência, ou outros adversários dos Estados Unidos, com o objetivo de conseguir informação que prejudica o país".

"Todos podem estar de acordo em que não há nada que cheire a 'jornalístico' nessa conduta", ironizou.

No mês passado, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, disse que o Departamento de Justiça tem como prioridade prender Assange, que buscou asilo na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia. Lá, enfrenta acusações por estupro, as quais ele nega.

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