EUA preocupados com crime, instabilidade e terrorismo na América Latina

Washington, 4 Mai 2017 (AFP) - O secretário americano de Estado, Rex Tillerson, revelou nesta quarta-feira as orientações do novo governo dos Estados Unidos para a América Latina, destacando a preocupação com o crime organizado no México, a crise na Venezuela e as redes terroristas que operam no sul da região.

"Em particular, estamos fazendo muito esforço no México devido aos problemas de imigração e do crime organizado", disse Tillerson em discurso para milhares de funcionários do departamento de Estado, em um exercício raríssimo para o discreto chefe da diplomacia americana.

Tillerson revelou em termos gerais as orientações da política externa de Donald Trump, o presidente que propôs reduzir o orçamento do departamento de Estado.

Para o secretário de Estado, as relações de Washington com México e Canadá, em uma constante montanha russa diante das ameaças de Trump de abandonar o Nafta (tratado de livre comercio da América do Norte), "não são tão acidentadas como parece...".

Tillerson anunciou um encontro no dia 18 de maio, em Washington, com "membros de alto perfil" do governo do presidente Enrique Peña Nieto para discutir maneiras de "desintegrar" os grupos do crime organizado.

Os narcotraficantes "não são uma ameaça apenas para nós ou para a estabilidade do México, mas também fazem parte das redes integradas de financiamento do terrorismo", assinalou o secretário de Estado.

Estas "redes terroristas" também estão surgindo na América do Sul, e "têm nossa atenção".

Tillerson citou ainda a grave crise política na Venezuela, denunciando uma "verdadeira tragédia" no país petroleiro após um mês de protestos contra o governo, que já deixaram 32 mortos.

O secretário de Estado declarou que os EUA esperam trabalhar com outros países em busca de uma solução para a crise na Venezuela.

Tillerson destacou que na América do Sul "temos muitas oportunidades e alguns desafios". "O que queremos fazer é dar um passo atrás e desenvolver uma estratégia para o hemisfério ocidental que pense na América do Sul em sua totalidade e em sua relação com América Central, Cuba e Caribe".

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