Israel volta a reduzir contribuição à ONU por resolução da Unesco

Jerusalém, 3 Mai 2017 (AFP) - Israel anunciou nesta quarta-feira uma nova redução de sua contribuição à ONU para denunciar uma resolução da Unesco que nega, segundo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o vínculo histórico entre os judeus e Jerusalém e apresenta Israel como uma "potência ocupante".

A resolução estipula que "todas as medidas (...) tomadas por Israel, uma potência ocupante, que alteraram ou buscam alterar o status da Cidade Santa de Jerusalém", em particular a lei de anexação de Jerusalém Oriental ocupada desde 1967 por Israel, são "nulas e sem efeito e devem ser abolidas".

O texto, adotado nesta terça-feira pela Unesco por 22 votos a favor, 10 contra e 23 abstenções, ainda deve ser ratificado na sexta-feira pelo Conselho Executivo da agência da ONU com sede em Paris.

"A Unesco aprovou novamente ontem uma resolução absurda sobre o status de Jerusalém, capital do povo judeu há 3.000 anos", lançou Netanyahu em uma reunião do governo.

"Esta perseguição sistemática tem um preço", disse a seus ministros ao informá-los que havia ordenado "suprimir um milhão de dólares adicionais do dinheiro que Israel transfere à ONU".

Este é o terceiro corte na contribuição de Israel ordenado pelo governo nos últimos meses para protestar contra os votos que considera hostis ao país. A contribuição de Tel Aviv à ONU passa, assim, de 11 milhões de dólares a 3,7 milhões, segundo uma autoridade israelense.

Netanyahu celebrou, no entanto, "a tendência que se mantém" com mais países apoiando a posição de Israel que nas votações anteriores. Agradeceu, entre outros, "a Itália, o primeiro país europeu a anunciar sua oposição" à resolução.

Israel ocupou a parte oriental de Jerusalém durante a guerra contra os árabes em 1967 e a anexou ao seu território em 1980, declarando a totalidade de Jerusalém como sua capital indivisível.

Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital do Estado que desejam criar.

A maioria dos países membros da ONU rejeitam a anexação de Jerusalém e consideram que o status definitivo do território é uma questão-chave que deve ser resolvida em negociações de paz com os palestinos.

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