Juiz flexibiliza condições carcerárias de 'El Chapo' em Nova York

Nova York, 4 Mai 2017 (AFP) - Um juiz americano ordenou nesta quinta-feira uma ligeira flexibilização das duras condições carcerárias do mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, um dos maiores chefes do narcotráfico da história, embora não sejam permitidas visitas da Anistia Internacional, ou de sua esposa.

Os advogados de defesa de "El Chapo", de 60 anos, pediram melhorias nas estritas condições de detenção do ex-chefe do cartel de Sinaloa, extraditado aos Estados Unidos em 19 de janeiro e preso desde então.

O juiz Brian Cogan, a cargo do caso no tribunal do Brooklyn, rechaçou o pedido de seus advogados de transferir Guzmán para uma penitenciária junto com outros presos, segundo a sentença que a AFP teve acesso.

Também negou o pedido de visita da Anistia Internacional e rejeitou toda comunicação de "El Chapo" com possíveis testemunhas de seu julgamento.

As estritas condições de detenção "são razoavelmente necessárias para assegurar que o acusado não possa coordenar nenhuma fuga da prisão, liderar nenhuma violência contra pessoas que cooperam [com a acusação], ou que administre qualquer aspecto do negócio do cartel de Sinaloa", disse o juiz Cogan em sua decisão.

Os defensores de "El Chapo" afirmam que as atuais condições de detenção de El Chapo violam seus direitos constitucionais e que sem falar com sua família não pode saber se tem dinheiro suficiente para pagar advogados particulares.

Em março, informaram que seu cliente sofre de dores de cabeça, alucinações e que sua saúde piora devido ao isolamento quase completo.

A promotoria respondeu que Guzmán está bem de saúde, que 30 pessoas foram autorizadas a visitá-lo e que tem uma média de 21 horas de reuniões semanais com seus advogados e assistentes legais.

A Anistia Internacional, que teve refutado seu pedido para visitá-lo, qualificou seu isolamento como desumano em uma carta dirigida à promotoria e à prisão onde ele se encontra.

Entretanto, suas condições carcerárias foram modificadas para que "envie mensagens previamente monitoradas para sua esposa, sujeitas a revisões de agências de monitoramento ou de um advogado que se faça de intermediário, sobre sua escolha de um advogado particular, sobre o pagamento do advogado particular e de natureza pessoal".

Seus advogados também pediram que sua esposa, Emma Coronel, de 27 anos, e mãe de gêmeas, pudesse visitá-lo pessoalmente ou falasse com ele por telefone para "determinar a disponibilidade de fundos necessários" para pagar uma defesa particular.

A defesa pública de Guzmán, ou a particular, também poderá enviar mensagens previamente verificadas aos familiares relacionadas à decisão de "El Chapo" sobre qual advogado escolher e "a logística par obter fundos" para pagá-lo, segundo a sentença.

Uma nova audiência anterior ao julgamento ocorrerá nesta sexta-feira no tribunal do Brooklyn. "El Chapo" estará presente, assim como sua esposa, disse à AFP sua advogada de defesa Michelle Gelernt.

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