Partido de Merkel, otimista para eleições regionais na Alemanha

Kiel, Alemanha, 7 Mai 2017 (AFP) - O partido conservador de Angela Merkel acompanhava confiante neste domingo as eleições regionais no norte da Alemanha, um teste a cinco meses das legislativas e em um momento em que a ameaça social-democrata de Martin Schulz começa a desaparecer.

Os habitantes do estado federal de Schleswig-Holstein, no extremo norte do país, às margens dos mares Norte e Báltico, são chamados às urnas para renovar o seu Parlamento.

Esta região agrícola representa, com 2,3 milhões de pessoas, menos de 3% da população alemã. Mas o resultado é seguido de perto porque se trata das penúltimas eleições antes das legislativas de 24 de setembro, quando a chanceler Angela Merkel lutará por um quarto mandato.

As assembleias de voto abriram às 08h00 (03h00 de Brasília) e fecharão às 18h00 (15h00 de Brasília). As primeiras estimativas serão publicadas imediatamente depois.

Este estado é governado desde 2012 pelos rivais da CDU de Angela Merkel, os social-democratas do SPD.

'Reviravolta'De acordo com a última pesquisa da televisão pública ZDF, os social-democratas são apontados com 29% das intenções de votos, contra 32% para os democratas-cristãos de Merkel. O SPD perderia assim a direção do governo regional, sobretudo porque os resultados obtidos pelas demais formações deixariam pouca margem de manobra para a formação de uma coalizão.

A derrota do SPD seria uma "reviravolta" em favor de Angela Merkel, estimou o jornal Die Welt.

"Seria a primeira vez, desde a sua chegada à chancelaria em 2005, que a CDU reconquistaria um dos muitos estados regionais perdidos durante este período", indica.

Seria um novo golpe para o SPD, que havia recuperado as esperanças com a chegada à frente do partido no início deste ano do ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Novo na cena política alemã, Schulz inicialmente permitiu um retorno de seu movimento ao centro da política, aparecendo empatado com os conservadores nas pesquisas.

Mas essa "Schulzmania" também ligada ao seu programa de ruptura, muito aclamado pela esquerda em questões sociais, desmoronou nas últimas semanas: o SPD perdeu a eleição regional em Saarland no final de março e sofre um declínio de 8 pontos em todo o país, de acordo com o último levantamento da Stern e RTL, com 28% das intenções de voto contra 36% da CDU.

Após Schleswig-Holstein, o próximo teste para os social-democratas será no próximo domingo no seu reduto da Renânia do Norte-Vestfália, estado mais populoso do país, que os social-democratas dirigem quase sem interrupção desde a guerra.

Retrocesso do AfDDado os desafios, Angela Merkel viajou para Schleswig-Holstein para apoiar seu candidato, Daniel Günther, de 43 anos.

O SPD também enviou na quinta-feira Schulz para as cidades de Kiel e Lübeck para apoiar o presidente local, Torsten Albig, de 53 anos.

Nesta região na fronteira com a Dinamarca, onde a campanha foi dominada pelas questões da energia renovável e transportes, a atual coalizão entre os Verdes e o partido da minoria dinamarquesa (SSW) parece ameaçada.

Porque, como no resto do país, os ambientalistas têm perdido força.

Um retrocesso que também sentido pelo partido anti-europeu e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AFf).

Esta formação, que angariou apoio ao criticar a decisão de Merkel de abrir o país aos refugiados, é vítima de disputas internas entre a ala de linha dura e os partidários de uma linha mais moderada.

Em Schleswig-Holstein e na Renânia do Norte-Vestfália, o AfD pode não alcançar o mínimo de 5% para entrar no Parlamento.

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