Chefe da Irmandade Muçulmana no Egito é condenado à prisão perpétua

Cairo, 8 Mai 2017 (AFP) - O "guia supremo" da Irmandade Muçulmana do Egito, Mohamed Badi, foi condenado novamente à prisão perpétua por ter planejado ataques contra o Estado, indicaram autoridades judiciais, no último episódio da implacável repressão contra a oposição islamita.

O chefe da confraria foi julgado novamente em primeira instância após a anulação de um primeiro processo no qual foi condenado à pena de morte por ter estabelecido em 2013 um "centro de operações" com o objetivo de "preparar ataques contra o Estado".

Depois que o exército depôs em 2013 o presidente islamita Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, centenas de seus partidários foram condenados à morte ou a elevadas penas de prisão.

Mas nos últimos meses, a corte de cassação anulou centenas de penas capitais, algumas das quais ditadas contra Mursi, Badi e outros dirigentes da confraria.

Em abril de 2015, Badi e outras treze pessoas foram condenadas à pena de morte, enquanto foi decidida a prisão perpétua para outras 34, isto é, 25 anos de prisão.

Eles eram acusados de ter colocado em andamento um "centro de operações" para "preparar ataques contra o Estado" quando os partidários de Mursi estavam protagonizando um imenso protesto na praça Rabaa Al Adawiya do Cairo.

A concentração foi dispersada no dia 14 de agosto de 2013 e mais de 700 manifestantes islamitas foram abatidos pelas forças de segurança.

O tribunal de cassação, que se encarrega dos recursos dos condenados já presos, anulou as condenações de 37 detidos e ordenou um novo processo para este caso.

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