Família de bebê palestino queimado vivo leva Israel à Justiça

Jerusalém, 8 Mai 2017 (AFP) - Familiares de uma família palestina dizimada em um incêndio criminoso, atribuído a judeus radicais, denunciaram Israel nesta segunda-feira, pedindo indenização e que o país admita sua responsabilidade na tragédia, informou seu advogado.

A família pede 16 milhões de shequels (4,44 milhões de dólares) ao Estado israelense, disse à AFP Nasser Dawabshé, tio do único sobrevivente do incêndio.

Ali Dawabshé, de 18 meses, morreu no incêndio em 31 de julho de 2015, provocado por artefatos lançados contra sua residência em Duma, na Cisjordânia ocupada.

O pai, Saad, e a mãe, Riham, que assim como o bebê, dormiam, morreram devido às queimaduras nas semanas seguintes. Só sobreviveu Ahmed, o irmão do pequeno, que tinha 4 anos na ocasião.

Nesta segunda-feira, a família apresentou uma denúncia em um tribunal de Nazaret (norte), "reivindicando que o Estado de Israel seja declarado responsável pela morte da família", declarou seu advogado, Hasan Al Khatib, por telefone.

Há 50 anos, Israel ocupa a Cisjordânia, onde ocorreram os fatos.

Além disso, Ahmed é portador de deficiências físicas e também tem problemas psicológicos devido à morte de seus pais, segundo o advogado.

Dois jovens israelenses, inclusive um menor, foram responsabilizados no começo de 2016 pela Justiça israelense por assassinato e cumplicidade neste crime.

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