Almagro condena uso de cortes marciais para julgar civis na Venezuela

Caracas, 9 Mai 2017 (AFP) - O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, condenou nesta terça-feira o uso de cortes marciais para julgar civis envolvidos nos protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Em videoconferência ao Parlamento venezuelano, Almagro acusou Maduro de "recorrer à jurisdição militar" para processar manifestantes pacíficos, como fazem as "ditaduras", diante da falta de autorização do Ministério Público para julgá-los na justiça comum.

Segundo a oposição e a ONG Foro Penal, dezenas de civis estão sendo apresentados a cortes marciais com base em sua atuação nos protestos contra Maduro, deflagrados no dia 1º de abril

Ao menos 73 pessoas foram detidas, revelou nesta terça-feira à Assembleia Alfredo Romero, diretor do Foro Penal.

Romero disse à AFP que civis estão sendo acusados nas cortes marciais por crimes como "incitação à revolta", incluindo pessoas detidas durante saques ao comércio durante os protestos.

Em sua mensagem, Almagro rejeita a decisão de Maduro de iniciar a saída da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), qualificando a medida de "cortina de fumaça para esconder o fato de que o governo venezuelano já não adere aos princípios democráticos".

Maduro afirma que a oposição fomenta "atos terroristas" através das manifestações para dar um golpe de Estado.

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