Justiça determina suspensão de atividades do Instituto Lula (oficial)

Brasília, 9 Mai 2017 (AFP) - Um juiz de Brasília determinou nesta terça-feira a suspensão das atividades do Instituto Lula por suspeitas de que esta entidade, fundada para transmitir o legado do ex-presidente serviu como local de encontro para cometer "vários ilícitos criminosos".

A suspensão do instituto, em São Paulo, ocorre na véspera do interrogatório de Lula pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, para responder a uma das acusações de corrupção que pesam contra Lula no âmbito da operação "Lava Jato".

"O Instituto Lula, embora desenvolva projeto de caráter social, pôde ser instrumento ou ao menos lugar de encontro para a realização de vários ilícitos criminais", escreveu o juiz federal Ricardo Leite ao aceitar a medida cautelar solicitada pela Justiça, segundo documento ao qual a AFP teve acesso.

Leite é encarregado de um dos cinco processo judiciais contra Lula, acusado de participar de um plano para comprar o silêncio de um ex-diretor da Petrobras envolvido no esquema de propina na empresa.

Lula falou à Justiça sobre o caso em março, quando admitiu que a sede do instituto em São Paulo era cenário de reuniões permanentes para tratar diversos assuntos.

"Não se sabe o teor do que foi tratado ali, mas por declarações e testemunhos (...) há indícios veementes de delitos criminais que podem ter sido iniciados ou instigados neste lugar", acrescentou o texto do magistrado.

O Instituto Lula informou que "ainda não foi notificado oficialmente" da decisão e que seus advogados aguardam o aviso da Justiça para analisar que medidas vão tomar.

Apesar de ter sido fundado em 2011, quando Lula deixou a Presidência, a atuação do Instituto Lula remonta a mais de duas décadas atrás, informou a instituição em um comunicado.

Nele afirma que as políticas sociais mais populares do Partido dos Trabalhadores surgiram a partir de projetos gerenciados em sua sede.

Lula, que nega todas as acusações, ficará frente à frente nesta quarta-feira com o juiz Sérgio Moro, que o interrogará sobre a suposta propriedade de um triplex que teria sido oferecido pela empreiteira OAS, envolvida no esquema de corrupção na Petrobras, em retribuição de favores ilegais.

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