Vazamento expõe planos de campanha e para Brexit dos trabalhistas britânicos

Londres, 11 Mai 2017 (AFP) - Se os trabalhistas britânicos chegarem ao poder nas próximas eleições, não sairão sem um acordo da mesa de negociações com a União Europeia (UE) sobre o Brexit - revelam trechos do plano do partido vazados por vários jornais.

Elaborado para as eleições de 8 de junho próximo, o documento de 43 páginas seria lançado na próxima semana, mas os planos dos trabalhistas foram vazados para a imprensa. As reformas incluem algumas estatizações e também alta de impostos.

Entre as promessas de campanha, que ainda não engrenou, o partido disse que iria garantir uma que haja uma "votação significativa" para o acordo final do Brexit, descartando sair da UE sem ter um acordo firmado.

"Os trabalhistas reconhecem que deixar a UE 'sem um plano' é o pior cenário possível para o Reino Unido e que isso prejudicaria nossa economia e o comércio", indicou o partido no documento.

"Vamos rejeitar [essa ideia] do 'não acordo' e negociar acertos de transição para evitar deixar a economia britânica à beira do abismo", sentenciaram os trabalhistas, segundo os trechos publicados pelo jornal "The Daily Telegraph".

O partido não anda bem nas pesquisas e, nas internas, muitos creditam o fraco desempenho ao fato de seu líder, Jeremy Corbyn, não ter um plano preciso para o Brexit.

Na terça-feira (9), em uma entrevista à rede BBC, Corbyn se negou cinco vezes a responder se o país deixaria a UE, se ele for eleito primeiro-ministro. Depois, uma fonte trabalhista disse à AFP que não há qualquer dúvida de que o Brexit se tornará realidade.

O documento também contém pistas sobre a postura dos trabalhistas no tema migratório, afirmando que o partido não fará "falsas promessas", em alusão aos oponentes conservadores.

Outra proposta é reestatizar a rede ferroviária, além de um programa para introduzir estatais do setor energético nos mercados e sobretaxar as grandes empresas, completou a imprensa local.

Um porta-voz de Corbyn disse que o partido não comentará o programa vazado, que ainda deve ser aprovado internamente antes de ser tornado público de modo oficial.

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