Capitão do Costa Concordia estaria disposto a ir para a prisão

Roma, 12 Mai 2017 (AFP) - O Supremo Tribunal italiano vai se pronunciar nesta sexta-feira em Roma sobre o caso de Francesco Schettino, o capitão do cruzeiro "Costa Concordia" cujo naufrágio na costa italiana em 2012 deixou 32 mortos, que anunciou que se entregará à justiça caso sua condenação for confirmada.

"Vai se entregar imediatamente", informou à imprensa o seu advogado, Saverio Senese.

O chamado "capitão covarde", de 56 anos, não participará da audiência.

Segundo seu advogado, caso sua sentença for confirmada, o acusado irá pessoalmente para a prisão, provavelmente uma na região da Campania, no sul do país.

Schettino foi condenado em primeira instância em fevereiro de 2015 por homicídio, naufrágio e abandono da embarcação, em um julgamento iniciado em julho de 2013 no tribunal de Grosseto (Toscana).

O tribunal de apelação confirmou em maio de 2016 a condenação de 16 anos e um mês de prisão.

Contudo, o capitão permaneceu em liberdade durante todo o processo de apelação.

O "Costa Concordia" bateu em uma rocha na noite de 13 de janeiro de 2012, quando o capitão decidiu aproximar-se da ilha toscana de Giglio, numa manobra arriscada.

O navio de cruzeiro naufragou a dezenas de metros de Giglio com 4.229 pessoas a bordo, incluindo 3.200 turistas. Trinta e duas pessoas morreram na tragédia.

O navio foi recuperado e transportado em julho de 2014 até o porto de Gênova para ser desmontado.

A decisão do comandante de abandonar o navio, quando centenas de passageiros estavam a bordo, indignou a Itália, que não o perdoa por violar a regra fundamental da navegação.

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